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Património Natural

 

O nosso agrupamento integra-se no estuário do Tejo, próximo de uma reserva natural das dez mais importantes zonas húmidas da Europa Ocidental (ver mapa).

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O estuário do Tejo é o maior da Europa Ocidental: com uma área de cerca de 320 Km². Perfaz uma extensão de cerca de 80 km desde o seu limite a montante, perto de Muge até, a jusante, ao limite da pluma salobra que se desenha nas águas da zona costeira adjacente, isto é aproximadamente até à barra (seção entre a Torre de São Julião e o Bugio). Abrangendo uma extensa superfície constituída por águas estuarinas, zonas de lamas e sapais, mouchões, salinas, pastagens e terrenos agrícolas.

 

Anexos:
Download this file (producaosal.PDF)producaosal.PDF[Produção de Sal - Projeto FEUP - Mestrado Integrado em Engenharia Química Outubro 2012]490 kB
Download this file (sapaldecorroios.pdf)sapaldecorroios.pdf[SAPAL DE CORROIOS]111 kB
Download this file (Zon-Hum.pdf)Zon-Hum.pdf[O que é uma Zona Húmida?]224 kB

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icon patrimonio

 

Páginas com informação sobre os bens históricos e culturais (conjunto patrimonial) que envolvem o nosso agrupamento.

 



Complexo Real de Vale de Zebro e Museu do Fuzileiro

 

complexo real de vale de zebro

 

Escola de Fuzileiros Navais do Vale de Zebro – Instalado no antigo edifício dos Fornos de Biscoito do Complexo Real de Vale de Zebro, sécs. XV-XIX.


Gerido diretamente pela coroa, o Complexo Real de Vale de Zebro era constituído por 27 fornos de cozer biscoito, armazéns de trigo, cais de embarque e um moinho de maré de 8 moendas – o moinho D’el Rei, o maior da região -, além de vastas áreas de pinhal circundante.

Ao nível local o Complexo de Vale de Zebro influenciou positivamente Palhais contribuindo para o seu desenvolvimento, atraindo uma elite de funcionários da coroa como Almoxarifes, Feitores, Escrivães, Mestres do Biscoito, Biscouteiros, etc.

Por outro lado, estas atividades exigiam grandes quantitativos de mão-de-obra. Nesse contexto, a Coroa recorreu à importação de escravos, empregues quer no Complexo Real, quer como escravos domésticos nas casas senhoriais. Em 1553 a quantidade de escravos era tal, que existia na Igreja de Nª Sª da Graça uma «Confraria do Rosário dos Homens Pretos».

Com o Terramoto de 1755, Vale de Zebro ficou praticamente destruído e todo o Complexo foi reedificado. São do período pombalino a fachada principal e as Galerias de fornos no interior.

A Escola de Fuzileiros Navais, ali instalada desde 1961, consagrou uma parte do edifício ao Museu do Fuzileiro, onde apresenta uma coleção de objectos sobre a História e a evolução dos Fuzileiros em Portugal. 

 

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Respondia pelo fabrico e destino dos biscoitos para as armadas, navios da índia, conquistas e fortalezas do reino.

Fazia aquisição dos trigos, cuidava da sua arrecadação e dispunha deles. A proporção que era necessária, a farinha, a qual se entregava, com muitas formalidades e cautelas, aos mestres das masseirias, que, no prazo de vinte dias, quando muito, eram obrigados a restitui-la fabricada em biscoitos.

O almoxarife tinha sob as suas ordens um escrivão, um meirinho, um fiel, um mestre dos fornos, e os biscoiteiros que entendesse necessários. O regimento deste serviu de 22 de Julho de 1653. O almoxarife tinha de ordenado anual 200$000 reis. Em 9 de Maio de 1776 foi extinto este emprego, passando todas as suas atribuições para a Junta da Administração Geral das Munições de Boca.


Fonte: Arqnet

 


 

Forno de cerâmica da Mata da Machada

 

forno matadamachada

 

Este forno apresenta uma cronologia entre 1450 e 1530. Faz parte de uma olaria da qual apenas foi escavado um forno na década de 80 e situa-se em plena Mata Nacional da Machada.

 

mata da machada

 

A sua localização explica-se pela grande abundância de lenha, combustível necessário ao funcionamento dos fornos e pela existência de matéria-prima no local: a argila.

 

O espólio cerâmico proveniente da escavação desta olaria divide-se em duas grandes tipologias: louça de uso caseiro e peças de uso industrial.

Na primeira categoria integram-se as panelas, candeias, malgas, tigelas, escudelas, copos, pratos, caçoilas e peças de armazenamento de maiores dimensões como cântaros, alguidares, talhas e potes. Também se fabricavam telhas e tijolos para a construção.

A segunda categoria de peças é maioritariamente composta por um tipo de artefacto industrial: as Formas de Purga do Açúcar , ou “Pão de Açúcar”, a peça mais fabricada neste forno e destinada aos engenhos açucareiros insulares.

 

Nesta olaria foi descoberta ainda uma tipologia cerâmica, identificada na época como forma de biscoito , a qual serviria para fabrico deste produto nos fornos de Vale de Zebro. Em estudos recentes admite-se ter funções completamente distintas destas. As peças consistem em placas de barro de forma circular, com dimensões diversas. Tais artefactos constituiriam utensílios de olaria denominados “Pratos de Torno”, sobre os quais o oleiro fazia as peças e transportava-as para o local de seca, antes de entrarem no forno e serem cozidas.


Fonte: Câmara Municipal do Barreiro

 

Consultar Reservas Museológicas

 


 

Moagens

 

Desde a Idade Média (época da Reconquista e da Formação do reino de Portugal) que no Barreiro existiam moinhos movidos pela força da água.

 

A orla ribeirinha do concelho do Barreiro foi um espaço privilegiado para a edificação de engenhos moageiros, numa primeira fase hidráulicos e posteriormente eólicos. A zona terá sido aproveitada para o estabelecimento de salinas para serem, mais tarde, reconvertidas em caldeiras para o estabelecimento de moinhos de maré.

 

O moinho de maré mais antigo, o Moinho do Cabo, data do séc. XVI, segundo documentos da Ordem de Santiago.


Atualmente encontram-se no concelho do Barreiro, propriedade de particulares, os moinhos de maré de Coina, Telha, Palhais, Braamcamp, Grande, Pequeno e vestígios do Moinho do Cabo, em Alburrica e do Moinho de El-Rei, em Vale de Zebro.

 

O Moinho de Maré de El-Rei era o que produzia mais farinha, pois tinha 8 moendas. Abastecia o fabrico de biscoitos em Vale de Zebro. Já sabemos que era esse biscoito que sustentava as armadas reais e as fortalezas no período dos descobrimentos.

 

Consultar:

Património Barreiro - Alburrica Mexilhoeiro

 

Património Barreiro - Moagens

 

Moinhos de Maré

 

Existem 10, distribuídos pelo estreito de Coina (várias épocas desde o séc. XVI).

 

Moinho de Maré Pequeno

Moinho com três pares de mós, foi construído em meados do século XVIII, encontrando-se em ruínas.

 

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Moinho de Maré Grande

Ruínas do moinho construído na segunda metade do século XVII, com 7 pares de mós.

 

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Moinho de Maré do Cabo

Ruínas do moinho edificado no século XV. Possuía inicialmente 4 casais de mós e posteriormente foram-lhe acrescentadas outras tantas.

 

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Moinho de Maré do Braamcamp

Foi edificado no século XVIII nos terrenos da Quinta Braamcamp. Possuía 10 pares de mós. A partir de 1897 o moinho é desativado e instala-se naquele local a Sociedade Nacional de Cortiças que ainda atualmente lá funciona.

 

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Moinho de Maré Coina

Edificado nos séculos XV / XVI, possui cinco engenhos de moagem.
Localização: Coina

 

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Moinho de Maré do Duque

Construído provavelmente no século XVII, tinha seis casas de mós, casa de moleiro e barco para o transporte das farinhas e cereais.
Pertence atualmente à Bensaúde SA.
Localização: Azinheira Velha – Santo André

 

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Moinho de Maré de Palhais

 

Edificado no século XV, possuía seis casais de mós e casa para o moleiro.
Localização: Santo André

 

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Como funcionam os Moinhos de Maré

 

Moinho de mare ComoFunciona

 

 

 

Moinhos de Vento

 

Existem 4 moinhos, todos do séc. XIX.

 

Em 1852 foram edificados em Alburrica três Moinhos de Vento. O maior ou Gigante, o central ou Poente e o último, o Nascente.

 

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Moinho de Vento Nascente

Construído em 1852 por José Francisco da Costa. Moinho de construção tipicamente portuguesa. Possuía 2 pares de mós.

 

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Moinho de Vento Poente

Foi construído em 1852 por José Francisco da Costa. É idêntico ao Moinho Nascente. Ostenta na fachada Sul um registo em azulejo com a invocação de Nossa Senhora do Rosário.

 

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Moinho de Vento Gigante

Foi construído em 1852 por José Pedro da Costa.
 
O sistema de velas era idêntico ao do Moinho do Jim (tipologia holandesa). Possuía 3 pares de mós.

 

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Moinho de Vento do JIM

Construído em 1827 por Diogo Hartley, cidadão inglês, o seu sistema de velas era originalmente de tipologia holandesa: velas de madeira rectangulares. Possuía 3 pares de mós. 

 

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Como funciona um moinho de vento?

 

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Real Fabrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina

 

A Real Fábrica de Vidros de Coina, fundada por iniciativa régia (D.João V), ficou sob a égide da Fazenda Real até 1731. O seu encerramento aconteceu em 1747.

 

A fundação do estabelecimento industrial de Coina ocorreu quando o declínio da vidraria italiana se anunciava e as indústrias vidreiras inglesa, francesa e alemã se renovavam e se expandiam para outros países.

 

Em Coina, foram adotadas diferentes técnicas de laborar o vidro, as quais estão documentadas nos vestígios arqueológicos e na tipologia dos seus produtos. Com apelo a estes dados importantes, e por iniciativa do município do Barreiro e do IPPAR, a estação arqueológica de Coina foi classificada como imóvel de interesse público, em 1997.

 

Na trilogia essencial da produção desta manufactureira – a cristalaria, a vidraria e a coparia, o vidro plano e a garrafaria – foi identificado vidro cristal fabricado com chumbo e, ainda, a presença de componentes tipológicas de diferentes origens técnicas no conjunto produtivo, como a façon de Venise, a façon d’Angleterre, a tradicional e a proveniente da moda do vidro da Boémia.

 

Quanto ao fabrico da vidraça, foi identificada a tecnologia do vidro plano vazado e moldado em mesa metálica, então uma inovação técnica francesa que entrou, pela primeira vez, na Península Ibérica, através do porto de Lisboa, uns anos antes de ser aplicada em Castela e na Inglaterra.

 

Quanto à garrafaria, estabelece-se uma importante distinção entre os recipientes tradicionais, para verter líquidos, e a modernidade das garrafas destinadas à embalagem para comércio. Este facto torna Coina uma manufatura muito avançada no contexto europeu, partilhando com a Inglaterra e a Holanda um importante papel, que urge clarificar, na produção de garrafas para vinho generoso, no qual se encontrava o vinho do Porto.

 

As razões do encerramento prenderam-se com questões ligadas a um dos combustíveis que alimentava os fornos do vidro – a madeira - abundante em toda a Margem Sul e utilizada nas “indústrias” da região, (construção naval, fornos do biscoito, fornos de cal).

 

Portugal vivia então uma época sumptuária, a sociedade sustentava-se dos rendimentos do ouro do Brasil, tinha exigências muito mais sofisticadas. A Real Fábrica de Vidros constituía também, uma resposta a essa necessidade de produtos de luxo, como os espelhos e cristais, e vidreira comum – as vidraças para as janelas e em especial um fabrico de embalagem de garrafaria destinado à exportação. Por outro lado, a real manufatura constituiu um exemplo de exaltação e poder absoluto do monarca, expresso através das peças fabricadas em seu louvor.

 

Consultar

 

DGPC - Direção do Património Cultural

 

JORGE CUSTÓDIO – A Real Fábrica de Vidros de Coina [1719-1747] e o vidro em Portugal nos séculos XVII e XVIII. Lisboa: IPPAR, 2002. ISBN 972-8736-08-8

 


 

Marítimos e Pescadores

 

Atividade ancestral, a pesca, era praticada entre outras, por uma embarcação de características muito especiais a muleta , cujas referências surgem desde o século XVI. Possante e de aspecto algo bélico devido à sua proa arrufada e cravada de espigões de ferro, com uma dimensão média de 12 metros de comprimento, pescava de través com artes de arrastar. Embarcação de casco largo e chato, com um mastro central inclinado para vante, onde se içava uma grande vela latina triangular (a varredora de vara). Envergava um conjunto de velame, composto por 6 a 7 pequenas velas, os toldos, muletins, varredouras e cozinheira para além do grande pano triangular latino. Tanto na proa como na popa, destacam-se dois batelós (paus compridos) destinados a amurar e caçar as velas (varredora à ré e moletim à proa), assim como a amarrar os cabos que seguravam a rede da tartaranha. A tripulação variava entre os 14 e 16 homens e podia medir entre 13 a 15 metros de comprimento, 4 de boca e 2 de pontal. Esta embarcação desaparece em finais séc. XIX.

 

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A arte de pesca da tartaranha, uma arte de pesca de arrasto pelo través (atravessada ao vento e corrente do rio) para a apanha de espécies como o linguado, a azevia e a solha, era a que se praticava a bordo desta possante embarcação, que chegava a atravessar a barra para lançar as redes entre o Cabo da Rocha e o Cabo Espichel.

 

Outras artes de pesca, como o cerco ou estacada foi praticada no Barreiro até à década de 80 do século XX. O rio proporcionava a quem dele dependia, antes da industrialização, uma variedade piscícola de que o safio, a enguia, a corvina, o enxarroco, o robalo, a tainha, o linguado, a lamujinha, o camarão mouro, as ostras, o lingueirão são alguns exemplos.

 

O recolhimento dos esteiros, a navegabilidade do rio Coina e as condições geográficas, determinaram a instalação de indústrias de secagem do bacalhau em Santo André na Azinheira Velha – Parceria Geral de Pescarias fundada em 1891, e em Palhais, a Sociedade de Armadores de Navios e Secagem de Bacalhau.

 

A frota bacalhoeira da Parceria era composta por embarcações de grande envergadura de 3 mastros com um conjunto de velas de variado recorte. Muitos destes navios já foram desativados e desmantelados. Um dos sobreviventes é o Creoula , construído nos antigos estaleiros da CUF, atualmente transformado em navio escola da Marinha Portuguesa.

 

Consultar

 

Reservas Museológicas

 

Almada Virtual Museum

 

 


 

O Varino Pestarola - embarcações tradicionais do Tejo

 

Adaptado de: Câmara Municipal do Barreiro - Divisão de Cultura e Património Histórico e Museológico

pestarola

As povoações ribeirinhas que compõem o concelho do Barreiro desenvolveram-se e progrediram através da sua forte ligação com o rio Tejo e Lisboa. Em toda a região do estuário do Tejo surgiram e evoluíram, desde a Idade Média, embarcações que procuraram responder às necessidades de transporte de pessoas e mercadorias dos quais se destacaram entre outras: o barco dos moios (transporte de sal), o bote do pinho (transporte de lenha), a muleta (pesca), a fragata, o batel, a falua, a canoa.

 

A partir da 2ª metade do séc. XIX surge o varino, embarcação essencialmente de carga. Enverga um pano triangular latino num só mastro, e à proa uma pequena vela. Assegurava a circulação de bens (carvão, areia, cortiça, madeira, cereais, etc.) em toda a zona estuarina. Semelhante à fragata, distingue-se desta pela roda da proa bastante pronunciada, o fundo liso e sem quilha, o que lhe possibilitava navegar em águas pouco profundas.

 

Embarcação leve e airosa, apresenta uma decoração muito exuberante e de raiz popular. A proa é constituída geralmente, por um painel de cores garridas, em que contrastam o amarelo, o azul, o branco ou o vermelho, sobre o fundo negro. Destacam-se os grandes ramalhetes e cercaduras de flores, onde sobressai a denominação da embarcação, executada com esmero. O seu interior é igualmente decorado, à volta da amurada, na escotilha do porão ou nas molduras e bandeiras das portas.

 

A origem do varino Pestarola ainda hoje é uma incógnita. No início dos anos 30 encontrava-se em Alhandra, nos mouchões do Tejo, com a designação de Camponês, possivelmente ao serviço da Companhia das Lezírias. Em 1946 é adquirido pelos Armazéns José Luís da Costa sociedade de armadores e secagem de bacalhau, instalados em Palhais, para realizar o transbordo do pescado para a fábrica.

 

Em 1999, a Câmara Municipal do Barreiro adquire o varino Pestarola com vista à salvaguarda e preservação do património cultural e ambiental, ao resgate de  antigos saberes artesanais, ligados à construção naval em madeira, à transmissão das técnicas tradicionais de navegação à vela, assim,  recupera e restaura esta embarcação tradicional do Tejo. Ao longo do ano e sempre que as condições atmosféricas o permitam, irão realizar-se viagens ao longo da orla marítima do Barreiro, com diferentes públicos, com especial destaque para o público escolar.

 


 

Construção Naval

 

A Ribeira da Telha, sita no lugar da Azinheira, fazia parte do complexo de construção naval do Tejo juntamente com a Ribeira de Lisboa e as taracenas ou tercenos que serviam ambas. No entanto, beneficiava esta em relação à da capital de vários factores, destacando-se de entre eles o facto de se situar junto a uma importante mancha florestal (a actual Mata da Machada), de onde provinha não só o pinho, mas também o sobro e o azinho, e o facto de se situar na margem sul do rio Coina, o que lhe conferia uma exposição solar favorável e a mantinha abrigada das tempestades de inverno.

 

Os povoados fluviais de estuário que hoje fazem parte do concelho da cidade do Barreiro assim como essa cidade, devem a sua formação e o seu desenvolvimento às funções de portos que desempenharam dentro da litoralidade de que beneficiaram em zona de esteiros do estuário do Tejo. Foram também, e em grande parte, devedoras do seu desenvolvimento quer à actividade salineira, quer à construção e reparação naval, quer ainda ao transporte fluvial de pessoas e bens entre Lisboa e a margem sul:

 

“Em alguns locais foi a função de porto de passagem que promoveu o fortalecimento e afirmação de antigos centros urbanos. Coina é um exemplo paradigmático nesse aspecto. A antiga vila herdou desde as suas origens a função de porto de embarque, com carácter regional, abrangendo uma vasta área que ia de Setúbal até Sesimbra.” (Nabais e Ramos, 1995, p. 73).

 

No que se refere à construção e reparação naval, os estaleiros da margem sul do Tejo desempenharam um papel relevante na expansão marítima, datando alguns do século XV, combinando as vantagens dos esteiros do Tejo (Rio da Telha e Seixal, mais abrigados das nortadas que se faziam sentir na Ribeira das Naus de Lisboa) com a proximidade das fontes abastecedoras de madeiras próprias à construção de navios (Nabais e Ramos, 1995).

 

FONTE: Trabalhos de Arqueologia 28 - Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e flúvio-marítimas em Portugal. IGESPAR IP

 


 

Património Industrial

 

O Caminho de Ferro e o Barreiro

 

Em 1854 foi adjudicada a construção do ramal ferroviário ao Sul do Tejo. Sete anos mais tarde (1861) é inaugurada a Estação de Caminho de Ferro do Barreiro, actuais oficinas da EMEF.

 

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A 4 de Outubro de 1884 é inaugurada a nova estação ferro-fluvial do Barreiro, projectada pelo Eng.º Miguel PaisA nova Estação terminus ferro-fluvial dotada de um caís acessível possibilitava um transporte mais cómodo de pessoas e mercadorias entre as duas margens. A fachada Poente virada ao rio, articula elementos decorativos de temática marítima e vegetalista, em estilo neo-manuelino, característico do período romântico. Na fachada Sul, de carácter mecanicista e funcional, está localizado o hangar de embarque dos passageiros. É utilizado o ferro e o vidro, transparente e colorido, materiais construtivos inovadores na época.

A implantação do Caminho de Ferro provocou significativas mudanças na estrutura socio-económica do Barreiro. A antiga vila ribeirinha torna-se atração de muitos operários e suas famílias oriundos sobretudo do Sul do país, que no caminho de ferro encontravam trabalho e aqui se fixaram, deixando marcas muito próprias na cultura ainda hoje identificáveis.

Uma vila de pescadores transforma-se progressivamente numa vila industrial e de operários, cujos bens patrimoniais se encontram materializados na primitiva Estação Ferroviária; Estação de Caminho de Ferro do Sul e Sueste; Casa dos Ferroviários do Sul e Sueste; rotunda das máquinas; troços e ramais ferroviários; depósito de água; gruas de estação; armazéns e outras instalações.

 

 

A Indústria Corticeira

 

A instalação do caminho de ferro no Barreiro e o fácil escoamento de mercadorias por via marítima para Lisboa, proporcionaram o aparecimento da indústria corticeira no concelho do Barreiro.

Em 1890 são reconhecidas oficialmente duas corticeiras: a Garrelon & Cª na Rua Miguel Pais, e a de João Reynolds nas Lezírias empregando no total cerca de 68 operários.

Na década de 20 o número de fabricas de pranchas, quadros e rolhas é já de 40 e os operários excedem largamente o milhar. Os corticeiros representam cerca de 1/3 da população activa barreirense.

A indústria corticeira sofre a sua primeira grande crise no período pós 1ª Guerra, devido à perda de importantes mercados como o alemão, o russo, e o austríaco, à concorrência da cortiça norte africana, ao aumento do custo da matéria prima, e ao facto de a cortiça ser exportada em prancha e não manufacturada. E mais tarde a introdução do plástico no mercado veio substituir a cortiça em muitos materiais.

Estes entre outros factores levam a um processo de lenta agonia, que se irá traduzir, no  desaparecimento da indústria corticeira no Barreiro. 

 

 

Quimigal (ex-Companhia União Fabril)

 

Com a fusão, em 1897 das empresas Aliança Fabril e União Fabril surge em Lisboa uma nova empresa Companhia União Fabril, de que Alfredo da Silva se torna administrador gerente. Porém, é no Barreiro que o ambicioso projecto da Companhia União Fabril reúne as condições necessárias para a sua execução: nó ferroviário para o Sul do país; ligações fluviais entre as duas margens do Tejo e proximidade com as instituições financeiras e comerciais de Lisboa. Em 1907 iniciam-se os trabalhos para a edificação do complexo industrial no Barreiro.

 



Numa primeira fase entram em laboração as fábricas de óleos para o fabrico de sabões. Gradualmente a produção estende-se aos sectores de laminagem de chumbo, soda, magnésio, ácidos e adubos, refinação de copra, sector têxtil, metalomecânica e construção naval.

A par da estratégia económica Alfredo da Silva lança as bases de uma política paternalista, a que chamou Obra Social, com a edificação, no perímetro da fábrica de um Bairro Operário (1908), uma rede de assistência médica, refeitórios, creche, despensa e instalações desportivas.

Esta política tinha por objectivo não só ligar o operário cada vez mais à fábrica, mas visava também a pacificação social, numa terra onde as lutas políticas tinham tradição. Este modelo económico perdurou até aos anos 70, do século passado.

 

Este antigo complexo de diversas unidades industriais e bairros operários, de toponímica característica, transforma-se a partir de 1989 no parque empresarial da Quimiparque.

 

Ver vista de rua.

 

Consultar

 

A CUF do Barreiro, um século de indústria

 

 


 

Património urbano


Zona Velha

 

Esta área corresponde ao aglomerado primitivo da cidade do Barreiro onde se encontram edifícios ou conjuntos de edifícios e espaços públicos urbanos de indiscutível interesse histórico e patrimonial.

De acordo com as características que possui, podemos dividir esta área em duas grandes zonas: uma mais antiga, de traçado irregular e de cariz medieval que se situa entre o Beco de São Francisco e a Rua do Conselheiro Joaquim António de Aguiar (Rua Aguiar), que inclui ainda o Largo Rompana e as igrejas da Misericórdia e de Santa Cruz,. Esta zona corresponde à área povoada e construída ao longo dos séculos XV e XVI.

A outra zona desenvolve-se paralelamente ao rio Tejo, desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário até ao Largo Alexandre Herculano, apresenta um traçado reticulado, quase irregular, e corresponde à expansão da vila do Barreiro ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. É nesta zona que se encontram os edifícios mais significativos de arquitectura de habitação do século XIX e da primeira metade do século XX,  de fachadas azulejadas.

 

Vista de rua (R. Marquês de Pombal)

 

Vista de rua (R.Conselheiro Joaquim António de Aguiar)

 

 


Edifícios das Coletividades

 

A primeira associação de carácter recreativo é fundada em 1848, a Sociedade Filarmónica Barreirense, que em resultado de uma cisão interna em 1870, dá origem às actuais Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense “Os Penicheiros” e Sociedade Democrática União Barreirense “Os Franceses”.

Contudo, a mais antiga colectividade do concelho é a Sociedade Filarmónica Lavradiense, fundada em 1867.

 

Vista de Rua

 

 

Antes do final do século XIX, em 1898, foi fundada em Santo António da Charneca a Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro.


Edifício da Sociedade Democrática União Barreirense «Os Franceses»

 

O edifício apresenta planta composta por Sede da colectividade e Ginásio. O primeiro foi construído de raíz em 1930. Trata-se de um imóvel cuja arquitectura apresenta aspectos de revivalismo numa linguagem classicizante, ao nível dos arcos plenos, das pilastras que conferem muito ritmo à fachada, dos florões e pendões, tudo em estuque relevado. Em coroamento uma platibanda em balaustrada. Adossado ao edifício antigo, o Ginásio, que foi construído em 1964.

 

Vista de Rua

 


Edifício sede da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros» (SIRB)

 

O edifício cuja fachada principal abre para o Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, resulta da reconstrução da antiga sede da colectividade, concluída em 1926. Trata-se de um imóvel cujas características arquitectónicas, apresentam sobriedade no piso térreo e alguma diversidade de influências estilísticas ao nível do piso superior. No tardóz desenvolve-se o Salão de Festas, inaugurado em 1950, apresenta uma arquitectura modernista e funcional.

A história da coletividade remete para a origem do associativismo no Barreiro, pois vai ser por seu intermédio que se mantém em actividade a antiga Sociedade Filarmónica Barreirense (SFB), até 1892. Nesta data, a 1 de Janeiro, é dada como extinta a SFB e criada a actual SIRB.

 

Vista de Rua

 


Edifício da Associação Desportiva e Cultural “O Praiense”

 

Compõe-se de 3 pisos, planta rectangular, 3 fachadas, a principal voltada a Nascente. Apresenta arquitectura de tipologia Art Déco, com expressão plástica marcante, ao nível do seu enquadramento urbano, em pleno centro histórico do Barreiro.

Edifício construído nos primeiros anos do século XX, com utilização inicial de comércio no piso térreo e habitação nos pisos superiores. Após ter estado encerrado alguns anos, reabriu como pensão nos pisos superiores e café no piso térreo, onde foi local de encontro e tertúlias de muitas figuras barreirenses. Data de 1986 a instalação da Associação “O Praiense”. 

 

Vista de Rua

 

 

Torre de Coina

 

torredoinferno

 

Dominando a paisagem circundante, altiva e estranha, a Torre do Inferno encontra-se junto à Estrada Nacional n.º 10 em Coina, freguesia do Concelho do Barreiro, dentro da propriedade do famoso e controverso Manuel Martins Gomes Júnior, o “rei do lixo”, que deu brado em Lisboa e na margem sul do Tejo nos primeiros decénios do século XX.

 

A quinta onde se encontra a também chamada Torre de Coina foi propriedade rural, no século XVIII, de D. Joaquim de Pina Manique, político, cavaleiro da Ordem de Cristo e irmão do famoso intendente da rainha D. Maria I, Diogo Inácio de Pina Manique, o ultra-conservador que fundou a Casa Pia de Lisboa. Com as mudanças políticas ocorridas no século XIX e a dispersão da família Pina Manique, a propriedade entrou numa fase de abandono e decadência até que, nos finais desse século, foi comprada pelo "Rei do Lixo".

 

Fonte: VITOR MANUEL ADRIÃO, A TORRE DO INFERNO DO “REI DO LIXO”, Lisboa, 2012

 

Vista de rua

 

 


 

Coretos

 

Os Coretos são imóveis de reconhecido interesse cultural, geralmente associados às Colectividades e simbolizam espaços de festa e recreio popular, sobretudo porque era no seu interior que tocavam as Bandas Filarmónicas.

Actualmente existem dois no concelho:


Coreto de Santo António da Charneca

 

Foi inaugurado em 1933 destinado a servir de palco aos concertos da Filarmónica da SFUA. Trata-se de uma estrutura em ferro, assente em base de alvenaria. A cobertura em planta hexagonal, é formada por folhas metálicas coloridas, que entre si criam ângulos de arestas vivas, rematadas por uma cercadura em platibanda com elementos decorativos onde se destacam as liras. Uma harpa com cata-vento em ferraria, encontra-se no coroamento da cobertura, que é suportada por seis colunas verticais.

A base acompanha a forma da cobertura, apresentando liras em relevo flanqueadas por pequenas barras de cores diferentes e no topo, um varandim em ferro. O acesso é feito por escadaria de dois lances em oposição com gradeamento.

 

Ver vista de rua

 

Coreto do Jardim dos Franceses

 

Foi inaugurado pela Banda Filarmónica dos «Franceses», numa época em que existiam 5 filarmónicas no Barreiro. Construído pela Câmara Municipal em 1922, com aproveitamento das colunas de antigos candeeiros de iluminação pública.

Trata-se de uma estrutura em ferro, assente em base de alvenaria de forma octogonal. Cobertura de tipo piramidal, acompanha a forma da base, e é composta por folhas metálicas sobrepostas, que lhe conferem um efeito decorativo, terminando numa aplicação em platibanda, de forma denticulada. O topo é coroado por um elemento em ferraria, com a forma de uma lira estilizada.

A decoração da base é muito singela: almofadas em relevo e rodapé da mesma cor. Num dos panos abre-se uma escadaria em leque que dá acesso ao palco. Este é decorado a toda a volta, por varandim gradeamento de ferro de forma rendilhada.

 

O Jardim Público onde o Coreto está implantado, foi construído na mesma época do Coreto e ampliado entre 1930/34 (após o levantamento do antigo Cemitério do Largo Luís de Camões em 1927, situado nos terrenos anexos à extinta Igreja de S. Francisco).

 

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O fabrico do açúcar e os seus derivados (Madeira)

Reservas Museológicas

História do Vidro

Muleta do Seixal

Embarcações tradicionais (tejo)

Pesca do Bacalhau

Os caminhos de ferro

O "Grande Industrial" Alfredo da Silva 1

O "Grande Industrial" Alfredo da Silva



 

Bibliografia

 

ALMEIDA, Ana Nunes de, 1998 - A Fábrica e a Família. Famílias Operárias no Barreiro. 2' Ed., Barreiro, Câmara
Municipal do Barreiro.

Barreiro Antigo. Uma Visita pela História, 1998. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

CARMONA, Rosalina, 1999 - Embarcações Tradicionais do Tejo no Concelho do Barreiro. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

CUSTÓDIO, Jorge, 2000 - "A Manufactura Setecentista da Real Fábrica de Vidros de Coina: Ponto da Situação", I Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, pp. 39-61.

IDEM, 1989 - A Real Fábrica de Coina e as Origens da Indústria vidreira da Marinha Grande 1711-1826, ( Sep. do 1 Encontro Nacional sobre o Património Industrial). Vol.1, s. n., s. N..

MECO, José, 2000 - "Os Azulejos do Forna de Santo António da Charneca", 1 Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, pp. 167-177.

FLANDIN, Jean Luis e MONTANARI, Massimo, 1996 - História da Alimentação. Dos primórdios à Idade Média. s. 1., Terra mar.

1 Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul, 2000. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

1 Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós- Medieval, 1999. Tondela, Câmara Municipal de Tondela.

MATTOSO, José, 1992 História de Portugal. Vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores.

UM Olhar Sobre o Barreiro, Junho de 1989.1ISérie, n.° 1, pp. 3-13.

IDEM, Novembro de 1993. 111 Série, n.° 2.

IDEM, Outubro de 1986. p.39

PAIS, Armando da Silva, 1963 - O Barreiro Antigo e Moderno. As Outras Terras do Concelho. Barreiro, Câmara
Municipal do Barreiro.

PROENÇA, José Caro, 1998 - encobrimentos nos Descobrimento, Livro 11.. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, Instituto da Comunicação Social.

SARAIVA, José Hermano, 1983 - História de Portugal. Vol. 11, Lisboa, Publicações Alfa.

SERRÃO, Joel, s. d. - Dicionário de História de Portugal. Porto, s. n..

SILVA, Eduardo Moreira et alii, 7993 "Contributos para o Estudo da História da Industria", Revista de Arqueologia Industria1.11Série,1(1 2), pp. 35-54.

IDEM, 1993 "Projecto de Musealização da Fábrica Sacorquex" , Revista de Arqueologia Industrial. II Série,1(1 2), pp. 95-111.

SOARES, Joaquina, 1996 - Barreiro Pré-Histórico. Ponta da Passadeira. Barreiro, CMB/MAEDS.

TORRES, Cláudio, s.d. - Um Forno Cerâmico dos Séculos XV e XVI na Cintura de Lisboa. Mata da Machada. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

VITERBO, Santa Rita, 1983 Elucidário das Palavras, Termos e Frases ( Ed. Mário Fiúza). Vol. 11, Porto-Lisboa, Liv. Civilização.

 

Anexos:
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Contrato de Autonomia - 2013/ 2014 a 2015/ 2016

Entende o Agrupamento que a celebração do presente contrato é fundamental, pois visa criar condições que podem preservar e reforçar a vantagem competitiva e sustentabilidade dos esforços já realizados, e reconhecidos como pontos fortes, assim como contribuir para a superação das debilidades identificadas.

Anexos:
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icon patrimonio

 

Páginas com informação sobre os bens da arquitetura religiosa que envolvem o nosso agrupamento.

 


 

Igreja Matriz de Santa Cruz

 

Templo dos sécs. XV a XXI da Ordem de Santiago composto por uma única nave com paredes de alvenaria. Em 1487 é Igreja Paroquial sendo elevada a Igreja Matriz em 1521, após a formação do Município, com D. Manuel I.

Na fachada principal, um Portal Renascentista - sécs. XV/XVI, que apresenta no lintel as insígnias da Ordem de Santiago. Do período Barroco, os azulejos, destacando-se os painéis de azulejos historiados da Capela-Mor. A pintura da abóbada Neoclássica é do pintor francês - Mestre Pierre Bordes, atualmente descaracterizada após obras efectuadas em 2001.
 

igreja st cruz


No Largo fronteiro ergue-se a Estátua de homenagem ao Padre Abílio Mendes , seu Pároco entre 1932 e 1953.

 

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Igreja da Misericórdia

 

Fronteira à Matriz, foi fundada em 1569 pela Irmandade local da Misericórdia.

 

igreja misericordia 1 750 2500

 

Trata-se de um pequeno templo de nave única, cujo interior está revestido de azulejos do séc. XVIII , de que se destacam dois painéis temáticos alusivos à vida de São João Baptista . Na fachada da igreja, de recorte delicado, salienta-se o portal principal ao gosto maneirista , no qual se inscreve o nome de uma das suas protetoras, Isabel Piz de Azambuja.

 

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Igreja de Nossa Senhora do Rosário

 

A actual Igreja é do séc. XVIII, construída depois de o terramoto de 1755 ter arruinado a velha Ermida de S. Pedro (antes S. Roque), cuja origem se pensa remontar aos finais do século XVI. Com a extinção da Confraria de S. Roque passou a ermida para a posse da irmandade de S. Pedro, constituída por marítimos e pescadores da Vila do Barreiro, da qual se regista a presença nesta igreja desde 1629.

Durante todo o século XVIII, a romaria a Nossa Senhora do Rosário afirmou-se como um dos principais Círios da Margem Sul, à semelhança dos Círios da Atalaia (Montijo) e da Senhora do Cabo, no Cabo Espichel. Desde 1736 que as festividades se realizavam naquela que já amiúde era designada por Igreja do Rosário.

 

igreja senhoradorosario

 

No seu interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada com uma imagem de roca da Senhora do Rosário, e o órgão ofertado por D. Maria I. A sacristia está revestida com um silhar de azulejos do período final do Barroco, de belos efeitos cromáticos, constituindo exemplar único desta arte neste período, no Barreiro. Referência ainda para o Lavatório em pedra lioz, ricamente lavrada, também deste período.

A Igreja possui um notável conjunto de Ex-votos marítimos, testemunhos de uma arte e de uma religiosidade popular muito forte, que caracterizou o Barreiro neste período.

 

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Igreja de Nossa Senhora da Graça (Palhais)

 

Igreja dos sécs. XVI a XX. Foi erigida pelos moradores do lugar de Palhais pertencia à Ordem Militar de Santiago. Obra atribuída ao arquitecto/ canteiro Afonso Pires.

 

igreja de nossa senhora da graca de palhais 1 750 2500

 

Com estilo Manuelino , possui uma única nave rectangular, paredes de alvenaria e revestimento de azulejos enxaquetados verdes e brancos do séc. XVI. Apresenta duas capelas funerárias quinhentistas laterais, do lado Norte a Capela do Espírito Santo e do lado Sul a Capela de S. Miguel.

No séc. XVI sofreu obras de ampliação sendo construídos o baptistério e a sacristia. Ostenta um Portal Manuelino que foi classificado como Monumento Nacional em 1922. O Portal apresenta uma ornamentação com elementos vegetalistas e escudete com albarrada, símbolo da Consagração à Virgem da Graça.

 

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Convento da Madre de Deus da Verderena

 

A construção do Mosteiro da Verderena, o décimo sétimo da Província de Santa Maria da Arrábida, teve o seu início formal a 18 de Dezembro de 1591, dia consagrado pela Igreja Católica à expectação do parto de Nossa Senhora e daí a designação do orago: Nossa Senhora da Madre de Deus. O edifício só ficaria concluído 18 anos depois, em 1609.

 

convento madrededeus1

A tipologia deste Convento inseria-se perfeitamente no contexto das edificações dos Franciscanos Arrábidos, cujo rigor imposto pelos Estatutos da Província, enunciavam com precisão e minúcia, todas as características arquitetónicas que as mesmas deveriam possuir, que privilegiavam as fórmulas de simplicidade e austeridade, procurando conciliá-las com soluções utilitárias e económicas.

 

convento madrededeus2


Ao longo dos séculos, o edifício sofreu profundas alterações que lhe modificaram, sensivelmente, a fisionomia.

 

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Capela Nª Sª Remédios

 

Igreja dos séculos XVIII a XX. No séc. XVIII a Ermida é integrada na Quinta de S. Vicente, propriedade de D. Joaquim de Pina Manique. Em 1755 é destruída pelo Terramoto. Foi reconstruída e totalmente restaurada no séc. XX, reabrindo ao culto de Nossa Senhora dos Remédios.

 

remedios

 

Igreja de arquitectura em estilo Vernacular Pombalino com paredes de alvenaria. A decoração do seu interior é simples com estuques relevados. No exterior, frontaria com platibanda e cunhais de pináculos com pendentes em relevo. Destaque para o alpendre em colunata arquitravada, pertencente à construção original do templo.

 

Localização: Estrada Nacional Nº 10 – 3 Coina

 

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Portal da Ermida de S. Sebastião

 

Portal Manuelino que pertencia à antiga Ermida de S. Sebastião, datado do séc. XVI, foi posteriormente integrado na Igreja de S. Francisco no séc. XVIII. A Ermida de S. Sebastião era uma das três ermidas medievais que guardavam as entradas do Barreiro. As outras eram a de Santa Bárbara (demolida pela CUF em 1932) e a actual Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

 

ermidassebastiao

O terramoto de 1755 destruiu a Ermida quase por completo, conservando-se o Portal Manuelino. Em 1780 a Irmandade de S. Pedro reconstrói este Templo. Após a instalação da Irmandade da Ordem Terceira, passa a designar-se como Igreja de S. Francisco, sendo o Portal integrado na mesma.

Após o arrolamento (inventário) e nacionalização dos bens da Igreja pelo Estado em 1911, a Ermida e terrenos anexos passam para os bens Nacionais e em 1914 são cedidos à Câmara Municipal do Barreiro. Foi incorporado no actual edifício em 1986.

Este portal é feito de cantaria, decorado com motivos vegetalistas, característicos do estilo Manuelino.

 

Localização: Rua Serpa Pinto – Barreiro

Classificado como Monumento de Interesse Municipal em 26/03/2003.

 

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Vistas_I

Vistas_II

  • Painel Refeitório - fase1
    Painel Refeitório - fase1

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase2
    Painel Refeitório - fase2

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase3
    Painel Refeitório - fase3

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase4
    Painel Refeitório - fase4

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase5
    Painel Refeitório - fase5

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase6
    Painel Refeitório - fase6

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - fase7
    Painel Refeitório - fase7

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

  • Painel Refeitório - final
    Painel Refeitório - final

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

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    Painel Refeitório

    Painel localizado no refeitório criado pela prof. Maria José Ildefonso

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