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 O que deve saber sobre o sarampo? - perguntas e respostas

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A Organização Mundial da Saúde divulgou um comunicado, em março de 2017, em que alertou para o agravamento da situação do sarampo em vários países da Europa. A ocorrência de surtos de sarampo em alguns países europeus, devido à existência de comunidades não vacinadas, colocou Portugal em elevado risco. Não há razões para temer uma epidemia de grande magnitude, uma vez que a larga maioria das pessoas está protegida porque foi vacinada ou teve anteriormente a doença. 

  • O sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas, podendo evoluir gravemente.
  • A vacinação é a principal medida de prevenção contra esta doença e é gratuita. 
  • O Programa Nacional de Vacinação recomenda a vacinação com duas doses, aos 12 meses e aos 5 anos de idade.

 

Perguntas e Respostas

Fonte: Direção Geral de Saúde (DGS)

 

O sarampo é uma infeção provocada por um vírus. É uma das infeções mais contagiosas e transmite-se de pessoa-a-pessoa, por via aérea, através de gotículas ou aerossóis de pessoas infetadas (por exemplo, tosse ou espirro). Habitualmente a doença é benigna mas, em alguns casos, pode ser grave ou levar à morte. Pode complementar a informação em Sarampo (página da Direção-Geral da Saúde)

A vacinação é a principal medida de prevenção. É gratuita e está disponível para todas as pessoas presentes em Portugal. As pessoas não vacinadas e que nunca tiveram sarampo têm uma elevada probabilidade de contrair a doença se forem expostas ao vírus. Em caso de contacto com um caso de sarampo, contacte de imediato o Centro de Contacto do SNS / Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou consulte o seu médico assistente/ equipa de saúde. 

Início com febre e mal-estar, seguido de rinite/ rinorreia (corrimento nasal), conjuntivite e tosse. De seguida e nalgumas situações podem surgir uns pontos brancos no interior da bochecha, cerca de 1-2 dias antes do aparecimento da erupção cutânea. Aparecimento da erupção cutânea (“manchas” que se iniciam na face e que depois se espalham para o tronco e para os membros), febre alta e prostração. Se estes sinais/ sintomas surgirem, contacte o Centro de Contacto do SNS / Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou consulte o seu médico assistente/serviço de saúde. 

O contágio pode ocorrer desde 4 dias antes e até 4 dias após o início da erupção cutânea. O período de contágio pode ser mais prolongado nos doentes imunocomprometidos. 

Vai ser aconselhado a restringir os contactos sociais para evitar o contágio de outras pessoas, até 4 dias após o início da erupção cutânea. Vão ser-lhe colhidos produtos biológicos (sangue, urina e fluidos orais) que serão enviados para o Instituto Ricardo Jorge (Lisboa) para confirmação ou não do diagnóstico de sarampo. Os profissionais de saúde vão precisar de saber as pessoas com quem contactou (durante o período de contágio) para as proteger (irá ser verificado o estado vacinal dos contactos). Em função do estado vacinal, serão vacinadas ou administrada a imunoglobulina, se indicado. 

A maioria das pessoas recupera com tratamento sintomático. Os antibióticos não são eficazes contra o vírus do sarampo, mas são prescritos pelo médico para tratar as complicações, como pneumonia e otite, se ocorrerem.

População-alvo/Idade

Número de dose de VASPR recomendado

<18 anos

2 doses

Esquema recomendado: 12 meses e 5 anos de idade

Adultos

(≥18 anos)

nascidos ≥1970

1 dose

nascidos <1970

0 doses*

Profissionais de saúde

2 doses (independentemente do ano de nascimento)

* De acordo com o Inquérito Serológico Nacional 2015/2016 cerca de 99% da população nascida antes de 1970 tem proteção contra o sarampo.

Não é necessária a vacinação dos nascidos antes de 1970, exceto se houver exposição a casos de sarampo ou se for viajar para países onde existam casos de sarampo. Neste caso deve ser administrada 1 dose de vacina VASPR. Todos os profissionais de saúde sem história credível de sarampo deverão ter 2 doses de vacina contra o sarampo (VAS/VASPR), independentemente do ano de nascimento. 

As pessoas nascidas depois de 1970, de idade igual ou superior a 18 anos, sem história credível de sarampo, devem ter, pelo menos, 1 dose de vacina contra o sarampo (VAS/VASPR), administrada aos 12 meses de idade ou depois. Todas as pessoas com menos de 18 anos de idade deverão ter 2 doses de vacina contra o sarampo (VASPR). Todos os profissionais de saúde sem história credível de sarampo deverão ter 2 doses de vacina contra o sarampo (VAS/VASPR), independentemente do ano de nascimento. Em caso de dúvida, contacte a sua unidade de saúde ou SNS24. 

Não há indicação para alteração do esquema vacinal recomendado para a vacina VASPR aos 12 meses e aos 5 anos de idade, na atual situação epidemiológica. Em situação de contacto com casos de sarampo ou de viagem para áreas onde existam casos de sarampo, está recomendada a administração de 1 dose de vacina VASPR entre os 6 e os 12 meses de idade ou a antecipação da 2ª dose, após avaliação clínica. A dose de vacina administrada antes dos 12 meses de idade é considerada “dose zero” (pode não ter a eficácia desejada) pelo que, de acordo com o esquema recomendado, deve ser administrada 1 dose aos 12 meses (VASPR1) e outra aos 5 anos (VASPR2). 

Cerca de 5 a 10% das pessoas vacinadas não respondem adequadamente à 1ª dose, motivo porque se recomenda uma 2ª dose da vacina até aos 18 anos de idade. Esta 2ª dose não é um reforço mas mais uma oportunidade de desenvolver imunidade/proteção contra a doença e assim de diminuir o número de pessoas suscetíveis (pessoas não vacinadas ou vacinadas incorretamente ou sem história credível de sarampo). 

Se por qualquer motivo houver atraso numa vacina, dirija-se ao seu centro de saúde para lhe ser administrada a vacina em falta, mesmo que já tenham sido ultrapassadas as idades ou datas recomendadas. Deverá sempre levar consigo o Boletim Individual de Saúde (Boletim de vacinas), de modo a ser registada a vacina. 

A vacina não é recomendada antes dos 6 meses de idade. A idade mínima para administração da vacina VASPR é de 6 meses. 

Começa a estar protegido cerca de duas semanas após a administração da vacina VASPR. 

Não se recomenda, exceto em circunstâncias especiais. A decisão compete ao seu médico assistente. 

Na dúvida deve recorrer ao seu centro de saúde.Pode consultar o seu Boletim de Vacinas online se estiver registado na Área do Cidadão do Portal SNS ou na MySNS Carteira. Se não for possível confirmar o seu estado vacinal, ser-lhe-ão administradas as vacinas de acordo com a sua idade, não havendo contraindicação ou aumento dos efeitos adversos se lhe forem administradas novas doses mesmo já tendo sido vacinado ou tido a doença. 

A emissão de uma 2ª via do Boletim Individual de Saúde deve ser solicitada no centro de saúde onde foi vacinado, uma vez que é nessa unidade de saúde que está arquivado o seu histórico vacinal. Pode também consultar o seu Boletim de Vacinas online se estiver registado na Área do Cidadão do Portal SNS ou na MySNS Carteira. 

Todos os profissionais de saúde sem história credível de sarampo, independentemente da idade, devem estar vacinados com 2 doses (VAS/VASPR) com mínimo de 4 semanas entre as doses. Deve contactar o serviço de saúde ocupacional e/ou o seu centro de saúde para lhe ser administrada a vacina. 

Não há razões para temer uma grande epidemia de sarampo, uma vez que a larga maioria das pessoas está protegida.A maioria das pessoas nascidas antes de 1970 está protegida por ter tido a doença. A maioria das pessoas nascidas depois de 1970 está protegida por ter sido vacinada. No entanto, durante um surto, algumas pessoas vacinadas poderão contrair a doença, por diminuição, ao longo do tempo, da proteção conferida pela vacina. O sarampo em pessoas já vacinadas é mais ligeiro, a probabilidade de haver complicações clínicas é muito menor e é menos contagioso.

Anexos:
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