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Documentos Orientadores/ Estruturantes

A organização do Agrupamento baseia-se em vários documentos regulamentadores que refletem a sua realidade e constituem o instrumento de gestão pedagógica e estratégica orientador das políticas e das práticas educativas.

Consulta os documentos orientadores/ estruturantes para o funcionamento do agrupamento:

 

 

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Património Natural

 

O nosso agrupamento integra-se no estuário do Tejo, próximo de uma reserva natural (ver mapa) das dez mais importantes zonas húmidas da Europa Ocidental (ver mapa).

rnet alcochete1

 clica na imagem

estuário do Tejo é o maior da Europa Ocidental: com uma área de cerca de 320 Km². Perfaz uma extensão de cerca de 80 km desde o seu limite a montante, perto de Muge até, a jusante, ao limite da pluma salobra que se desenha nas águas da zona costeira adjacente, isto é aproximadamente até à barra (seção entre a Torre de São Julião e o Bugio). Abrangendo uma extensa superfície constituída por águas estuarinas, zonas de lamas e sapais, mouchões, salinas, pastagens e terrenos agrícolas.

 

Anexos:
Download this file (producaosal.PDF)producaosal.PDF[Produção de Sal - Projeto FEUP - Mestrado Integrado em Engenharia Química Outubro 2012]490 kB
Download this file (sapaldecorroios.pdf)sapaldecorroios.pdf[SAPAL DE CORROIOS]111 kB
Download this file (Zon-Hum.pdf)Zon-Hum.pdf[O que é uma Zona Húmida?]224 kB

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Contrato de Autonomia - 2013/ 2014 a 2015/ 2016

Entende o Agrupamento que a celebração do presente contrato é fundamental, pois visa criar condições que podem preservar e reforçar a vantagem competitiva e sustentabilidade dos esforços já realizados, e reconhecidos como pontos fortes, assim como contribuir para a superação das debilidades identificadas.

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google localizacao

Localização

 

As escolas do agrupamento situam-se na freguesia do Lavradio , no concelho do Barreiro , tendo como limites, a norte, o rio Tejo até ao sitio da Barra-a-Barra (Ponta da Passadeira), e a Este, com o Tejo-esteiro do Montijo, confinando com o concelho da Moita. Insere-se numa sub-região ecológica da Península de Setúbal designada por Estuário do Tejo ou Borda de Água, englobando o Mar da Palha e as áreas ribeirinhas do sul do Tejo.

Concelho do Barreiro Distrito de Setúbal  
freguesia lavradio concelho barreiro dist SETUBAL

portugal

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icon patrimonio

 

Páginas com informação sobre os bens históricos e culturais (conjunto patrimonial) que envolvem o nosso agrupamento.

 



Complexo Real de Vale de Zebro e Museu do Fuzileiro

complexo real de vale de zebro

Escola de Fuzileiros Navais do Vale de Zebro – Instalado no antigo edifício dos Fornos de Biscoito do Complexo Real de Vale de Zebro, sécs. XV-XIX.

Gerido diretamente pela coroa, o Complexo Real de Vale de Zebro era constituído por 27 fornos de cozer biscoito, armazéns de trigo, cais de embarque e um moinho de maré de 8 moendas – o moinho D’el Rei, o maior da região -, além de vastas áreas de pinhal circundante.

Ao nível local o Complexo de Vale de Zebro influenciou positivamente Palhais contribuindo para o seu desenvolvimento, atraindo uma elite de funcionários da coroa como Almoxarifes, Feitores, Escrivães, Mestres do Biscoito, Biscouteiros, etc.

Por outro lado, estas atividades exigiam grandes quantitativos de mão-de-obra. Nesse contexto, a Coroa recorreu à importação de escravos, empregues quer no Complexo Real, quer como escravos domésticos nas casas senhoriais. Em 1553 a quantidade de escravos era tal, que existia na Igreja de Nª Sª da Graça uma «Confraria do Rosário dos Homens Pretos».

Com o Terramoto de 1755, Vale de Zebro ficou praticamente destruído e todo o Complexo foi reedificado. São do período pombalino a fachada principal e as Galerias de fornos no interior.

A Escola de Fuzileiros Navais, ali instalada desde 1961, consagrou uma parte do edifício ao Museu do Fuzileiro, onde apresenta uma coleção de objectos sobre a História e a evolução dos Fuzileiros em Portugal. 

Ver vista de rua

Respondia pelo fabrico e destino dos biscoitos para as armadas, navios da índia, conquistas e fortalezas do reino.

Fazia aquisição dos trigos, cuidava da sua arrecadação e dispunha deles. A proporção que era necessária, a farinha, a qual se entregava, com muitas formalidades e cautelas, aos mestres das masseirias, que, no prazo de vinte dias, quando muito, eram obrigados a restitui-la fabricada em biscoitos.

O almoxarife tinha sob as suas ordens um escrivão, um meirinho, um fiel, um mestre dos fornos, e os biscoiteiros que entendesse necessários. O regimento deste serviu de 22 de Julho de 1653. O almoxarife tinha de ordenado anual 200$000 reis. Em 9 de Maio de 1776 foi extinto este emprego, passando todas as suas atribuições para a Junta da Administração Geral das Munições de Boca.

Fonte: Arqnet

 


 

Forno de cerâmica da Mata da Machada

forno matadamachada

Este forno apresenta uma cronologia entre 1450 e 1530. Faz parte de uma olaria da qual apenas foi escavado um forno na década de 80 e situa-se em plena Mata Nacional da Machada.

mata da machada

A sua localização explica-se pela grande abundância de lenha, combustível necessário ao funcionamento dos fornos e pela existência de matéria-prima no local: a argila.

O espólio cerâmico proveniente da escavação desta olaria divide-se em duas grandes tipologias: louça de uso caseiro e peças de uso industrial.

Na primeira categoria integram-se as panelas, candeias, malgas, tigelas, escudelas, copos, pratos, caçoilas e peças de armazenamento de maiores dimensões como cântaros, alguidares, talhas e potes. Também se fabricavam telhas e tijolos para a construção.

A segunda categoria de peças é maioritariamente composta por um tipo de artefacto industrial: as Formas de Purga do Açúcar , ou “Pão de Açúcar”, a peça mais fabricada neste forno e destinada aos engenhos açucareiros insulares.

Nesta olaria foi descoberta ainda uma tipologia cerâmica, identificada na época como forma de biscoito , a qual serviria para fabrico deste produto nos fornos de Vale de Zebro. Em estudos recentes admite-se ter funções completamente distintas destas. As peças consistem em placas de barro de forma circular, com dimensões diversas. Tais artefactos constituiriam utensílios de olaria denominados “Pratos de Torno”, sobre os quais o oleiro fazia as peças e transportava-as para o local de seca, antes de entrarem no forno e serem cozidas.


Fonte: Câmara Municipal do Barreiro

Consultar Reservas Museológicas

 


 

Moagens

Desde a Idade Média (época da Reconquista e da Formação do reino de Portugal) que no Barreiro existiam moinhos movidos pela força da água. 

A orla ribeirinha do concelho do Barreiro foi um espaço privilegiado para a edificação de engenhos moageiros, numa primeira fase hidráulicos e posteriormente eólicos. A zona terá sido aproveitada para o estabelecimento de salinas para serem, mais tarde, reconvertidas em caldeiras para o estabelecimento de moinhos de maré. 

O moinho de maré mais antigo, o Moinho do Cabo, data do séc. XVI, segundo documentos da Ordem de Santiago.

Atualmente encontram-se no concelho do Barreiro, propriedade de particulares, os moinhos de maré de Coina, Telha, Palhais, Braamcamp, Grande, Pequeno e vestígios do Moinho do Cabo, em Alburrica e do Moinho de El-Rei, em Vale de Zebro. 

O Moinho de Maré de El-Rei era o que produzia mais farinha, pois tinha 8 moendas. Abastecia o fabrico de biscoitos em Vale de Zebro. Já sabemos que era esse biscoito que sustentava as armadas reais e as fortalezas no período dos descobrimentos.

Consultar:

Património Barreiro - Alburrica Mexilhoeiro

Património Barreiro - Moagens

Moinhos de Maré

Existem 10, distribuídos pelo estreito de Coina (várias épocas desde o séc. XVI).

Moinho de Maré Pequeno

Moinho com três pares de mós, foi construído em meados do século XVIII, encontrando-se em ruínas.

Ver imagem.



Moinho de Maré Grande

Ruínas do moinho construído na segunda metade do século XVII, com 7 pares de mós.

 

Ver imagem.



Moinho de Maré do Cabo

Ruínas do moinho edificado no século XV. Possuía inicialmente 4 casais de mós e posteriormente foram-lhe acrescentadas outras tantas.

 

Ver imagem.

 

Ver vista de rua.



Moinho de Maré do Braamcamp

Foi edificado no século XVIII nos terrenos da Quinta Braamcamp. Possuía 10 pares de mós. A partir de 1897 o moinho é desativado e instala-se naquele local a Sociedade Nacional de Cortiças que ainda atualmente lá funciona.

 

Ver imagem.

  

Moinho de Maré Coina

Edificado nos séculos XV / XVI, possui cinco engenhos de moagem.
Localização: Coina

 

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Moinho de Maré do Duque

Construído provavelmente no século XVII, tinha seis casas de mós, casa de moleiro e barco para o transporte das farinhas e cereais.
Pertence atualmente à Bensaúde SA.
Localização: Azinheira Velha – Santo André

 

Ver imagem.

  

Moinho de Maré de Palhais

 

Edificado no século XV, possuía seis casais de mós e casa para o moleiro.
Localização: Santo André

 

Ver imagem.

 

Como funcionam os Moinhos de Maré

 

Moinho de mare ComoFunciona

Moinhos de Vento

Existem 4 moinhos, todos do séc. XIX. 

Em 1852 foram edificados em Alburrica três Moinhos de Vento. O maior ou Gigante, o central ou Poente e o último, o Nascente.

 

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Moinho de Vento Nascente

Construído em 1852 por José Francisco da Costa. Moinho de construção tipicamente portuguesa. Possuía 2 pares de mós.

moinhopoentenascente


Moinho de Vento Poente

Foi construído em 1852 por José Francisco da Costa. É idêntico ao Moinho Nascente. Ostenta na fachada Sul um registo em azulejo com a invocação de Nossa Senhora do Rosário.

moinhograndeepoente 

Moinho de Vento Gigante


Foi construído em 1852 por José Pedro da Costa.
 
O sistema de velas era idêntico ao do Moinho do Jim (tipologia holandesa). Possuía 3 pares de mós.

moinhogrande

Moinho de Vento do JIM


Construído em 1827 por Diogo Hartley, cidadão inglês, o seu sistema de velas era originalmente de tipologia holandesa: velas de madeira rectangulares. Possuía 3 pares de mós. 

moinhodojim

Ver vista de rua.

Como funciona um moinho de vento?

 

moinhosdevento

 


 

Real Fabrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina

 

A Real Fábrica de Vidros de Coina, fundada por iniciativa régia (D.João V), ficou sob a égide da Fazenda Real até 1731. O seu encerramento aconteceu em 1747.

A fundação do estabelecimento industrial de Coina ocorreu quando o declínio da vidraria italiana se anunciava e as indústrias vidreiras inglesa, francesa e alemã se renovavam e se expandiam para outros países.

Em Coina, foram adotadas diferentes técnicas de laborar o vidro, as quais estão documentadas nos vestígios arqueológicos e na tipologia dos seus produtos. Com apelo a estes dados importantes, e por iniciativa do município do Barreiro e do IPPAR, a estação arqueológica de Coina foi classificada como imóvel de interesse público, em 1997.

Na trilogia essencial da produção desta manufactureira – a cristalaria, a vidraria e a coparia, o vidro plano e a garrafaria – foi identificado vidro cristal fabricado com chumbo e, ainda, a presença de componentes tipológicas de diferentes origens técnicas no conjunto produtivo, como a façon de Venise, a façon d’Angleterre, a tradicional e a proveniente da moda do vidro da Boémia.

Quanto ao fabrico da vidraça, foi identificada a tecnologia do vidro plano vazado e moldado em mesa metálica, então uma inovação técnica francesa que entrou, pela primeira vez, na Península Ibérica, através do porto de Lisboa, uns anos antes de ser aplicada em Castela e na Inglaterra.

Quanto à garrafaria, estabelece-se uma importante distinção entre os recipientes tradicionais, para verter líquidos, e a modernidade das garrafas destinadas à embalagem para comércio. Este facto torna Coina uma manufatura muito avançada no contexto europeu, partilhando com a Inglaterra e a Holanda um importante papel, que urge clarificar, na produção de garrafas para vinho generoso, no qual se encontrava o vinho do Porto.

As razões do encerramento prenderam-se com questões ligadas a um dos combustíveis que alimentava os fornos do vidro – a madeira - abundante em toda a Margem Sul e utilizada nas “indústrias” da região, (construção naval, fornos do biscoito, fornos de cal).

Portugal vivia então uma época sumptuária, a sociedade sustentava-se dos rendimentos do ouro do Brasil, tinha exigências muito mais sofisticadas. A Real Fábrica de Vidros constituía também, uma resposta a essa necessidade de produtos de luxo, como os espelhos e cristais, e vidreira comum – as vidraças para as janelas e em especial um fabrico de embalagem de garrafaria destinado à exportação. Por outro lado, a real manufatura constituiu um exemplo de exaltação e poder absoluto do monarca, expresso através das peças fabricadas em seu louvor.

Consultar

DGPC - Direção do Património Cultural

JORGE CUSTÓDIO – A Real Fábrica de Vidros de Coina [1719-1747] e o vidro em Portugal nos séculos XVII e XVIII. Lisboa: IPPAR, 2002. ISBN 972-8736-08-8

 


 

Marítimos e Pescadores

Atividade ancestral, a pesca, era praticada entre outras, por uma embarcação de características muito especiais a muleta , cujas referências surgem desde o século XVI. Possante e de aspecto algo bélico devido à sua proa arrufada e cravada de espigões de ferro, com uma dimensão média de 12 metros de comprimento, pescava de través com artes de arrastar. Embarcação de casco largo e chato, com um mastro central inclinado para vante, onde se içava uma grande vela latina triangular (a varredora de vara). Envergava um conjunto de velame, composto por 6 a 7 pequenas velas, os toldos, muletins, varredouras e cozinheira para além do grande pano triangular latino. Tanto na proa como na popa, destacam-se dois batelós (paus compridos) destinados a amurar e caçar as velas (varredora à ré e moletim à proa), assim como a amarrar os cabos que seguravam a rede da tartaranha. A tripulação variava entre os 14 e 16 homens e podia medir entre 13 a 15 metros de comprimento, 4 de boca e 2 de pontal. Esta embarcação desaparece em finais séc. XIX.

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A arte de pesca da tartaranha, uma arte de pesca de arrasto pelo través (atravessada ao vento e corrente do rio) para a apanha de espécies como o linguado, a azevia e a solha, era a que se praticava a bordo desta possante embarcação, que chegava a atravessar a barra para lançar as redes entre o Cabo da Rocha e o Cabo Espichel.

Outras artes de pesca, como o cerco ou estacada foi praticada no Barreiro até à década de 80 do século XX. O rio proporcionava a quem dele dependia, antes da industrialização, uma variedade piscícola de que o safio, a enguia, a corvina, o enxarroco, o robalo, a tainha, o linguado, a lamujinha, o camarão mouro, as ostras, o lingueirão são alguns exemplos.

O recolhimento dos esteiros, a navegabilidade do rio Coina e as condições geográficas, determinaram a instalação de indústrias de secagem do bacalhau em Santo André na Azinheira Velha – Parceria Geral de Pescarias fundada em 1891, e em Palhais, a Sociedade de Armadores de Navios e Secagem de Bacalhau.

A frota bacalhoeira da Parceria era composta por embarcações de grande envergadura de 3 mastros com um conjunto de velas de variado recorte. Muitos destes navios já foram desativados e desmantelados. Um dos sobreviventes é o Creoula , construído nos antigos estaleiros da CUF, atualmente transformado em navio escola da Marinha Portuguesa.

Consultar

Reservas Museológicas

Almada Virtual Museum

 

 


 

O Varino Pestarola - embarcações tradicionais do Tejo

Adaptado de: Câmara Municipal do Barreiro - Divisão de Cultura e Património Histórico e Museológico

pestarola

As povoações ribeirinhas que compõem o concelho do Barreiro desenvolveram-se e progrediram através da sua forte ligação com o rio Tejo e Lisboa. Em toda a região do estuário do Tejo surgiram e evoluíram, desde a Idade Média, embarcações que procuraram responder às necessidades de transporte de pessoas e mercadorias dos quais se destacaram entre outras: o barco dos moios (transporte de sal), o bote do pinho (transporte de lenha), a muleta (pesca), a fragata, o batel, a falua, a canoa.

 

A partir da 2ª metade do séc. XIX surge o varino, embarcação essencialmente de carga. Enverga um pano triangular latino num só mastro, e à proa uma pequena vela. Assegurava a circulação de bens (carvão, areia, cortiça, madeira, cereais, etc.) em toda a zona estuarina. Semelhante à fragata, distingue-se desta pela roda da proa bastante pronunciada, o fundo liso e sem quilha, o que lhe possibilitava navegar em águas pouco profundas.

 

Embarcação leve e airosa, apresenta uma decoração muito exuberante e de raiz popular. A proa é constituída geralmente, por um painel de cores garridas, em que contrastam o amarelo, o azul, o branco ou o vermelho, sobre o fundo negro. Destacam-se os grandes ramalhetes e cercaduras de flores, onde sobressai a denominação da embarcação, executada com esmero. O seu interior é igualmente decorado, à volta da amurada, na escotilha do porão ou nas molduras e bandeiras das portas.

 

A origem do varino Pestarola ainda hoje é uma incógnita. No início dos anos 30 encontrava-se em Alhandra, nos mouchões do Tejo, com a designação de Camponês, possivelmente ao serviço da Companhia das Lezírias. Em 1946 é adquirido pelos Armazéns José Luís da Costa sociedade de armadores e secagem de bacalhau, instalados em Palhais, para realizar o transbordo do pescado para a fábrica.

 

Em 1999, a Câmara Municipal do Barreiro adquire o varino Pestarola com vista à salvaguarda e preservação do património cultural e ambiental, ao resgate de  antigos saberes artesanais, ligados à construção naval em madeira, à transmissão das técnicas tradicionais de navegação à vela, assim,  recupera e restaura esta embarcação tradicional do Tejo. Ao longo do ano e sempre que as condições atmosféricas o permitam, irão realizar-se viagens ao longo da orla marítima do Barreiro, com diferentes públicos, com especial destaque para o público escolar.

 


 

Construção Naval

A Ribeira da Telha, sita no lugar da Azinheira, fazia parte do complexo de construção naval do Tejo juntamente com a Ribeira de Lisboa e as taracenas ou tercenos que serviam ambas. No entanto, beneficiava esta em relação à da capital de vários factores, destacando-se de entre eles o facto de se situar junto a uma importante mancha florestal (a actual Mata da Machada), de onde provinha não só o pinho, mas também o sobro e o azinho, e o facto de se situar na margem sul do rio Coina, o que lhe conferia uma exposição solar favorável e a mantinha abrigada das tempestades de inverno.

Os povoados fluviais de estuário que hoje fazem parte do concelho da cidade do Barreiro assim como essa cidade, devem a sua formação e o seu desenvolvimento às funções de portos que desempenharam dentro da litoralidade de que beneficiaram em zona de esteiros do estuário do Tejo. Foram também, e em grande parte, devedoras do seu desenvolvimento quer à actividade salineira, quer à construção e reparação naval, quer ainda ao transporte fluvial de pessoas e bens entre Lisboa e a margem sul:

“Em alguns locais foi a função de porto de passagem que promoveu o fortalecimento e afirmação de antigos centros urbanos. Coina é um exemplo paradigmático nesse aspecto. A antiga vila herdou desde as suas origens a função de porto de embarque, com carácter regional, abrangendo uma vasta área que ia de Setúbal até Sesimbra.” (Nabais e Ramos, 1995, p. 73).

No que se refere à construção e reparação naval, os estaleiros da margem sul do Tejo desempenharam um papel relevante na expansão marítima, datando alguns do século XV, combinando as vantagens dos esteiros do Tejo (Rio da Telha e Seixal, mais abrigados das nortadas que se faziam sentir na Ribeira das Naus de Lisboa) com a proximidade das fontes abastecedoras de madeiras próprias à construção de navios (Nabais e Ramos, 1995).

FONTE: Trabalhos de Arqueologia 28 - Os portos na origem dos centros urbanos. Contributo para a arqueologia das cidades marítimas e flúvio-marítimas em Portugal. IGESPAR IP

 


 

Património Industrial

O Caminho de Ferro e o Barreiro

Em 1854 foi adjudicada a construção do ramal ferroviário ao Sul do Tejo. Sete anos mais tarde (1861) é inaugurada a Estação de Caminho de Ferro do Barreiro, actuais oficinas da EMEF.

estacaofluvial

A 4 de Outubro de 1884 é inaugurada a nova estação ferro-fluvial do Barreiro, projectada pelo Eng.º Miguel PaisA nova Estação terminus ferro-fluvial dotada de um caís acessível possibilitava um transporte mais cómodo de pessoas e mercadorias entre as duas margens. A fachada Poente virada ao rio, articula elementos decorativos de temática marítima e vegetalista, em estilo neo-manuelino, característico do período romântico. Na fachada Sul, de carácter mecanicista e funcional, está localizado o hangar de embarque dos passageiros. É utilizado o ferro e o vidro, transparente e colorido, materiais construtivos inovadores na época.

A implantação do Caminho de Ferro provocou significativas mudanças na estrutura socio-económica do Barreiro. A antiga vila ribeirinha torna-se atração de muitos operários e suas famílias oriundos sobretudo do Sul do país, que no caminho de ferro encontravam trabalho e aqui se fixaram, deixando marcas muito próprias na cultura ainda hoje identificáveis.

Uma vila de pescadores transforma-se progressivamente numa vila industrial e de operários, cujos bens patrimoniais se encontram materializados na primitiva Estação Ferroviária; Estação de Caminho de Ferro do Sul e Sueste; Casa dos Ferroviários do Sul e Sueste; rotunda das máquinas; troços e ramais ferroviários; depósito de água; gruas de estação; armazéns e outras instalações.

 

A Indústria Corticeira

A instalação do caminho de ferro no Barreiro e o fácil escoamento de mercadorias por via marítima para Lisboa, proporcionaram o aparecimento da indústria corticeira no concelho do Barreiro.

Em 1890 são reconhecidas oficialmente duas corticeiras: a Garrelon & Cª na Rua Miguel Pais, e a de João Reynolds nas Lezírias empregando no total cerca de 68 operários.

Na década de 20 o número de fabricas de pranchas, quadros e rolhas é já de 40 e os operários excedem largamente o milhar. Os corticeiros representam cerca de 1/3 da população activa barreirense.

A indústria corticeira sofre a sua primeira grande crise no período pós 1ª Guerra, devido à perda de importantes mercados como o alemão, o russo, e o austríaco, à concorrência da cortiça norte africana, ao aumento do custo da matéria prima, e ao facto de a cortiça ser exportada em prancha e não manufacturada. E mais tarde a introdução do plástico no mercado veio substituir a cortiça em muitos materiais.

Estes entre outros factores levam a um processo de lenta agonia, que se irá traduzir, no  desaparecimento da indústria corticeira no Barreiro. 

 

Quimigal (ex-Companhia União Fabril)

Com a fusão, em 1897 das empresas Aliança Fabril e União Fabril surge em Lisboa uma nova empresa Companhia União Fabril, de que Alfredo da Silva se torna administrador gerente. Porém, é no Barreiro que o ambicioso projecto da Companhia União Fabril reúne as condições necessárias para a sua execução: nó ferroviário para o Sul do país; ligações fluviais entre as duas margens do Tejo e proximidade com as instituições financeiras e comerciais de Lisboa. Em 1907 iniciam-se os trabalhos para a edificação do complexo industrial no Barreiro.

 



Numa primeira fase entram em laboração as fábricas de óleos para o fabrico de sabões. Gradualmente a produção estende-se aos sectores de laminagem de chumbo, soda, magnésio, ácidos e adubos, refinação de copra, sector têxtil, metalomecânica e construção naval.

A par da estratégia económica Alfredo da Silva lança as bases de uma política paternalista, a que chamou Obra Social, com a edificação, no perímetro da fábrica de um Bairro Operário (1908), uma rede de assistência médica, refeitórios, creche, despensa e instalações desportivas.

Esta política tinha por objectivo não só ligar o operário cada vez mais à fábrica, mas visava também a pacificação social, numa terra onde as lutas políticas tinham tradição. Este modelo económico perdurou até aos anos 70, do século passado.

Este antigo complexo de diversas unidades industriais e bairros operários, de toponímica característica, transforma-se a partir de 1989 no parque empresarial da Quimiparque.

Ver vista de rua.

 

Consultar

A CUF do Barreiro, um século de indústria

Industrialização em Portugal no século XX: o caso do Barreiro, Actas do colóquio internacional, Lisboa, 2010

 


 

Património urbano


Zona Velha

Esta área corresponde ao aglomerado primitivo da cidade do Barreiro onde se encontram edifícios ou conjuntos de edifícios e espaços públicos urbanos de indiscutível interesse histórico e patrimonial.

De acordo com as características que possui, podemos dividir esta área em duas grandes zonas: uma mais antiga, de traçado irregular e de cariz medieval que se situa entre o Beco de São Francisco e a Rua do Conselheiro Joaquim António de Aguiar (Rua Aguiar), que inclui ainda o Largo Rompana e as igrejas da Misericórdia e de Santa Cruz,. Esta zona corresponde à área povoada e construída ao longo dos séculos XV e XVI.

A outra zona desenvolve-se paralelamente ao rio Tejo, desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário até ao Largo Alexandre Herculano, apresenta um traçado reticulado, quase irregular, e corresponde à expansão da vila do Barreiro ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. É nesta zona que se encontram os edifícios mais significativos de arquitectura de habitação do século XIX e da primeira metade do século XX,  de fachadas azulejadas.

Vista de rua (R. Marquês de Pombal)

Vista de rua (R.Conselheiro Joaquim António de Aguiar)

 

 

Edifícios das Coletividades

A primeira associação de carácter recreativo é fundada em 1848, a Sociedade Filarmónica Barreirense, que em resultado de uma cisão interna em 1870, dá origem às actuais Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense “Os Penicheiros” e Sociedade Democrática União Barreirense “Os Franceses”.

Contudo, a mais antiga colectividade do concelho é a Sociedade Filarmónica Lavradiense, fundada em 1867.

Vista de Rua

 

Antes do final do século XIX, em 1898, foi fundada em Santo António da Charneca a Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro.

Edifício da Sociedade Democrática União Barreirense «Os Franceses»

O edifício apresenta planta composta por Sede da colectividade e Ginásio. O primeiro foi construído de raíz em 1930. Trata-se de um imóvel cuja arquitectura apresenta aspectos de revivalismo numa linguagem classicizante, ao nível dos arcos plenos, das pilastras que conferem muito ritmo à fachada, dos florões e pendões, tudo em estuque relevado. Em coroamento uma platibanda em balaustrada. Adossado ao edifício antigo, o Ginásio, que foi construído em 1964.

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Edifício sede da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros» (SIRB)

O edifício cuja fachada principal abre para o Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, resulta da reconstrução da antiga sede da colectividade, concluída em 1926. Trata-se de um imóvel cujas características arquitectónicas, apresentam sobriedade no piso térreo e alguma diversidade de influências estilísticas ao nível do piso superior. No tardóz desenvolve-se o Salão de Festas, inaugurado em 1950, apresenta uma arquitectura modernista e funcional.

A história da coletividade remete para a origem do associativismo no Barreiro, pois vai ser por seu intermédio que se mantém em actividade a antiga Sociedade Filarmónica Barreirense (SFB), até 1892. Nesta data, a 1 de Janeiro, é dada como extinta a SFB e criada a actual SIRB.

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Edifício da Associação Desportiva e Cultural “O Praiense”

Compõe-se de 3 pisos, planta rectangular, 3 fachadas, a principal voltada a Nascente. Apresenta arquitectura de tipologia Art Déco, com expressão plástica marcante, ao nível do seu enquadramento urbano, em pleno centro histórico do Barreiro.

Edifício construído nos primeiros anos do século XX, com utilização inicial de comércio no piso térreo e habitação nos pisos superiores. Após ter estado encerrado alguns anos, reabriu como pensão nos pisos superiores e café no piso térreo, onde foi local de encontro e tertúlias de muitas figuras barreirenses. Data de 1986 a instalação da Associação “O Praiense”. 

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Antiga Escola Primária do Lavradio

Os edifícios escolares representam uma forma particular de Património. Por um lado constituem uma referência da nossa memória coletiva, por outro representam diferentes conceções do ensino. Como consequência do aumento populacional que se verificou no concelho em meados do século XIX, e não existindo estabelecimentos de ensino oficial, surgem várias escolas de ensino primário particulares, com objetivos beneméritos e religiosos.

Lavradio 2

Atendendo à necessidade de equipar e investir na educação, o Estado promove um programa para a elaboração de projetos de edifícios destinados a escolas de instrução pública, da responsabilidade do arquiteto Arnaldo Ferreira Adães Bermudes. Através deste programa foram construídas entre 1902 e 1912 cento e oitenta e quatro escolas, nas quais se inclui a Escola Primária Oficial do Lavradio. Edifício exemplar da tipologia Adães Bermudes, inseria-se no «Programa para a elaboração de projetos de edifícios destinados a escolas de instrução primária», da autoria deste arquiteto, vencedor da Medalha de Ouro de Exposição Universal de Paris, 1900. O programa destes edifícios apontava para a valorização da instrução e do Professor como agentes do Progresso, de acordo com os ideais liberais e republicanos da época.

O projecto previa a habitação dos professores no centro superior do edifício, quando de duas salas, ou em uma das extremidades mas com janelas e entrada pela fachada principal. Pretendia harmonizar o edifício, o meio e a criança, impondo uma dimensão estética que tornasse a escola um lugar mais atraente. Simultaneamente afirmava a importância do professor pela visibilidade e dignidade que conferia à sua habitação. Estas escolas tinham instalações sanitárias na parte posterior do edifico mas não havia abastecimento de água, esgotos nem antevia a iluminação artificial. Não existia uma zona de administração, biblioteca, de trabalhos manuais ou exposições, que já eram reclamadas pelos professores no final do século XIX. Previa-se a separação em escola feminina e escola masculina, possuía um corredor de circulação, entre a fachada envidraçada e as salas de aula, que ligava para o espaço do recreio e actividades físicas. Três amplas janelas em cada ala, asseguravam uma boa iluminação e o necessário arejamento das salas de aula.

Foi deliberada a sua construção pela Câmara Municipal do Barreiro em 30 de Outubro de 1902. O projeto foi bastante adulterado ao longo dos anos, pela necessidade de mais salas de aula. Encontra-se atualmente desativada.

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FONTE: CMB

 

Torre de Coina

 

torredoinferno

 

Dominando a paisagem circundante, altiva e estranha, a Torre do Inferno encontra-se junto à Estrada Nacional n.º 10 em Coina, freguesia do Concelho do Barreiro, dentro da propriedade do famoso e controverso Manuel Martins Gomes Júnior, o “rei do lixo”, que deu brado em Lisboa e na margem sul do Tejo nos primeiros decénios do século XX.

A quinta onde se encontra a também chamada Torre de Coina foi propriedade rural, no século XVIII, de D. Joaquim de Pina Manique, político, cavaleiro da Ordem de Cristo e irmão do famoso intendente da rainha D. Maria I, Diogo Inácio de Pina Manique, o ultra-conservador que fundou a Casa Pia de Lisboa. Com as mudanças políticas ocorridas no século XIX e a dispersão da família Pina Manique, a propriedade entrou numa fase de abandono e decadência até que, nos finais desse século, foi comprada pelo "Rei do Lixo".

Fonte: VITOR MANUEL ADRIÃO, A TORRE DO INFERNO DO “REI DO LIXO”, Lisboa, 2012

Vista de rua

 

 


 

Coretos

Os Coretos são imóveis de reconhecido interesse cultural, geralmente associados às Colectividades e simbolizam espaços de festa e recreio popular, sobretudo porque era no seu interior que tocavam as Bandas Filarmónicas.

Actualmente existem dois no concelho:

Coreto de Santo António da Charneca

Foi inaugurado em 1933 destinado a servir de palco aos concertos da Filarmónica da SFUA. Trata-se de uma estrutura em ferro, assente em base de alvenaria. A cobertura em planta hexagonal, é formada por folhas metálicas coloridas, que entre si criam ângulos de arestas vivas, rematadas por uma cercadura em platibanda com elementos decorativos onde se destacam as liras. Uma harpa com cata-vento em ferraria, encontra-se no coroamento da cobertura, que é suportada por seis colunas verticais.

A base acompanha a forma da cobertura, apresentando liras em relevo flanqueadas por pequenas barras de cores diferentes e no topo, um varandim em ferro. O acesso é feito por escadaria de dois lances em oposição com gradeamento.

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Coreto do Jardim dos Franceses

Foi inaugurado pela Banda Filarmónica dos «Franceses», numa época em que existiam 5 filarmónicas no Barreiro. Construído pela Câmara Municipal em 1922, com aproveitamento das colunas de antigos candeeiros de iluminação pública.

Trata-se de uma estrutura em ferro, assente em base de alvenaria de forma octogonal. Cobertura de tipo piramidal, acompanha a forma da base, e é composta por folhas metálicas sobrepostas, que lhe conferem um efeito decorativo, terminando numa aplicação em platibanda, de forma denticulada. O topo é coroado por um elemento em ferraria, com a forma de uma lira estilizada.

A decoração da base é muito singela: almofadas em relevo e rodapé da mesma cor. Num dos panos abre-se uma escadaria em leque que dá acesso ao palco. Este é decorado a toda a volta, por varandim gradeamento de ferro de forma rendilhada.

O Jardim Público onde o Coreto está implantado, foi construído na mesma época do Coreto e ampliado entre 1930/34 (após o levantamento do antigo Cemitério do Largo Luís de Camões em 1927, situado nos terrenos anexos à extinta Igreja de S. Francisco).

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Saber mais...

Câmara Municipal do Barreiro

Estuarium nº14

Navegações Portuguesas - armazéns

Navegações Portuguesas - ribeira da naus

O pão nosso dos navegantes (pdf)

Moagem a Portuguesa

O fabrico do açúcar e os seus derivados (Madeira)

Reservas Museológicas

História do Vidro

Muleta do Seixal

Embarcações tradicionais (tejo)

Pesca do Bacalhau

Os caminhos de ferro

O "Grande Industrial" Alfredo da Silva 1

O "Grande Industrial" Alfredo da Silva



 

Bibliografia

ALMEIDA, Ana Nunes de, 1998 - A Fábrica e a Família. Famílias Operárias no Barreiro. 2' Ed., Barreiro, Câmara
Municipal do Barreiro.

Barreiro Antigo. Uma Visita pela História, 1998. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

CARMONA, Rosalina, 1999 - Embarcações Tradicionais do Tejo no Concelho do Barreiro. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

CUSTÓDIO, Jorge, 2000 - "A Manufactura Setecentista da Real Fábrica de Vidros de Coina: Ponto da Situação", I Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, pp. 39-61.

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MECO, José, 2000 - "Os Azulejos do Forna de Santo António da Charneca", 1 Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, pp. 167-177.

FLANDIN, Jean Luis e MONTANARI, Massimo, 1996 - História da Alimentação. Dos primórdios à Idade Média. s. 1., Terra mar.

1 Jornadas Arqueológicas e do Património da Corda Ribeirinha Sul, 2000. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

1 Jornadas de Cerâmica Medieval e Pós- Medieval, 1999. Tondela, Câmara Municipal de Tondela.

MATTOSO, José, 1992 História de Portugal. Vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores.

UM Olhar Sobre o Barreiro, Junho de 1989.1ISérie, n.° 1, pp. 3-13.

IDEM, Novembro de 1993. 111 Série, n.° 2.

IDEM, Outubro de 1986. p.39

PAIS, Armando da Silva, 1963 - O Barreiro Antigo e Moderno. As Outras Terras do Concelho. Barreiro, Câmara
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PROENÇA, José Caro, 1998 - encobrimentos nos Descobrimento, Livro 11.. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, Instituto da Comunicação Social.

SARAIVA, José Hermano, 1983 - História de Portugal. Vol. 11, Lisboa, Publicações Alfa.

SERRÃO, Joel, s. d. - Dicionário de História de Portugal. Porto, s. n..

SILVA, Eduardo Moreira et alii, 7993 "Contributos para o Estudo da História da Industria", Revista de Arqueologia Industria1.11Série,1(1 2), pp. 35-54.

IDEM, 1993 "Projecto de Musealização da Fábrica Sacorquex" , Revista de Arqueologia Industrial. II Série,1(1 2), pp. 95-111.

SOARES, Joaquina, 1996 - Barreiro Pré-Histórico. Ponta da Passadeira. Barreiro, CMB/MAEDS.

TORRES, Cláudio, s.d. - Um Forno Cerâmico dos Séculos XV e XVI na Cintura de Lisboa. Mata da Machada. Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro.

VITERBO, Santa Rita, 1983 Elucidário das Palavras, Termos e Frases ( Ed. Mário Fiúza). Vol. 11, Porto-Lisboa, Liv. Civilização.

 

Anexos:
Download this file (A Ordem de Santiago - A Arte como Manisfestação de Culto e Cultura.pdf)A Ordem de Santiago - A Arte como Manisfestação de Culto e Cultura.pdf[MESTRADO INTEGRADO EM TEOLOGIA (1.º grau canónico) de FERNANDO MANUEL MARQUES APOLINÁRIO]1868 kB
Download this file (A_Moita__os_barcos_e_o_tejo.pdf)A_Moita__os_barcos_e_o_tejo.pdf[ ]307 kB
Download this file (A_Muleta_e_a_Tartaranha_SecXV-XX.pdf)A_Muleta_e_a_Tartaranha_SecXV-XX.pdf[Comunicação apresentada pelo académico Fernando Gomes Pedrosa, em 5 de abril]1374 kB
Download this file (FESTIVIDADE A NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO BARREIRO.pdf)FESTIVIDADE A NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO BARREIRO.pdf[Muitos anos antes de 1736, os devotos de Nossa Senhora do Rosário, moradores em Lisboa, estabeleceram nesta cidade um Congresso ou Confraria dos Escravos de Nossa Senhora do Rosário]367 kB
Download this file (MuletadoBarreiro.pdf)MuletadoBarreiro.pdf[Muleta do barreiro]200 kB
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BRR lavradio

 

O Lavradio tem uma existência que se perde no tempo. Com efeito, o documento mais antigo que se conhece com referência escrita à localidade data de 30 de Janeiro de 1298. Trata-se de um Escambo (contrato de permuta) de vinhas em Alhos Vedros e Lavradio, entre Pero Infante e João Domingues, documento existe no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Pelo teor do mesmo, tudo indica que o Lavradio e Alhos Vedros eram, em 1298, lugares povoados (provavelmente os mais antigos da margem sul do estuário do Tejo), pois o cultivo de vinhas exige cuidados muito frequentes e é geralmente um indicador de povoamento próximo.

 


 

Elevação a Vila


O Lavradio, como toda a região em redor esteve sob jurisdição da Ordem de Santiago da Espada desde o início da Reconquista Cristã. Oriunda de Espanha (Cáceres, 1170), esta ordem vem para Portugal em 1172, acabando por se instalar definitivamente no Convento Mestral no castelo de Palmela, em 1442, mantendo a sua forte influência junto da coroa até 1834, data que marca a extinção das ordens religiosas pelo Decreto de 28 de Maio. Contudo, trinta anos mais tarde a Ordem de Santiago adquire a dignidade de ordem honorífica, de mérito cientí­fico, literário e artístico mantendo-se actualmente como uma instituição de grande prestí­gio nacional, expresso também em muitos dos brasões pelo único sí­mbolo que ainda hoje mantém - a cruz em forma de espada, como acontece no brasão da Vila.

 

Knight Santiago x santiago1
Cavaleiro e Cruz da Ordem de Santiago
 

 

Como consequência da frequência assídua da corte (que a elegiam como um dos melhores locais de veraneio o Lavradio foi adquirindo um estatuto relevante, acabando por ser elevado a Vila e sede de concelho em 22 de Maio de 1670. Nessa altura, pertenciam-lhe as Verderenas (Grande e Pequena). Sabe-se que passaram por cá D. João II (em 1490 terá estado na Quinta de Barra-a-Barra), D. Leonor, D. Manuel I e D. João III.

 

D. Manuel terá mesmo oferecido dinheiro (dez mil reais) para a construção da extinta Igreja de Stª Margarida, como se pode ler na Visitação de 1523: «E o campanairo fizerão os ditos moradores cõ ajuda del Rey dom/ manuel que deu Xc reaes pera ajuda dele». Dos palácios e solares onde reis e rainhas fizeram pousada, nada restou, nem sequer a memória. Os documentos também não o revelam. Persistem apenas alguns elementos do primitivo núcleo urbano e dois edifícios muito antigos - a Quinta dos Lóios e a Quinta da Várzea.

 

Em 1855 o concelho foi extinto pelas reformas administrativas de Passos Manuel, voltando a ser integrado no concelho de Alhos Vedros, mantendo-se aí até à sua extinção, em 1855, data em que passou a integrar o concelho do Barreiro. A 25 de Setembro de 1985, volta a ser elevada a Vila.

 


 

Lavradienses com notoriedade

 

Nessa época alguns cidadãos atingiram particular notoriedade. É o caso de Fernão Lourenço da Mina, de quem se diz “E todo o corpo da Igreja (Ermida de Santa Margarida) e capela argamassada e os altares com guarda-pós e tudo isto e o mais que adiante faz menção, mandou fazer Fernão Lourenço, fidalgo da casa del Rey nosso Senhor, Vedor da sua fazenda e Casa da Mina e do seu Conselho e cada dia em ela muito mais acrescenta à sua própria custa.» Ocupou vários cargos de importância no reinado de D. Afonso V, D. João II e D Manuel I.

 

Outro distinto fidalgo foi Brás Afonso de Albuquerque, assíduo residente na sua Quinta do Meloal. Filho natural de Afonso de Albuquerque, escreveu os Comentários de Afonso de Albuquerque – relato dos feitos dos portugueses (especialmente do pai).

 

Também a família Galvão – Rui e Duarte, respectivamente pai e filho. Este último foi um iminente cronista e diplomata. Serviu os reis D. Afonso V, seu filho D. João II e o seu sucessor D. Manuel I, para quem escreveu a Chronica do muito Alto e muito Esclarecido Principe D. Afonso Henriques, Primeiro rei de Portugal.

 

Uma das figuras mais importantes da história do Lavradio foi, no entanto, D. Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque – 54º. Vice-Rei da Índia – pois terá sido pelo seu empenho que D. Pedro II terá concedido ao Lavradio o estatuto de município em 22 de Maio de 1670. «É tradição que nascêra na quinta da Fonte, e que por este motivo e por ser dedicadamente affeiçoado à sua terra, lhe deu aquele monarca o título de conde do Lavradio.».

 

Uma curiosidade. O patrono da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos é… Álvaro Velho, natural do Barreiro, autor do célebre Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama, diário de bordo da viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. Por outro lado, a primeira Escola Básica de 2º e 3º Ciclos do Barreiro tem como patrono… D. Luís de Mendonça Furtado (e Albuquerque). Porquê? Porque a Escola “Álvaro Velho” começou por ser no Barreiro, vindo depois para o Lavradio, como edifício de raiz, enquanto a “Mendonça Furtado” que seria a escola “do Lavradio” foi para o Barreiro uma vez que já cá estava a “Álvaro Velho”.

 

Mas nem só de notáveis era constituída a população lavradiense…Tanto quanto se pode constatar nos documentos existentes, a presença de escravos, também no Lavradio, era significativa – «No lugar do lauradio/ [o número de habitantes era de] çemto e çimco?ta e noue/ E de comfisão somemte em que emtrão escrauos/ cimcoemta e seis (…) Fazem em soma as pessoas de comfisão e comunhão do limite e fregesya da dita jgreja duzemtas e vimte oito pesoas e de comFisão somente çemto». Nos sec. XV e XVI a escravatura é encarada como legítima e natural até à extinção oficial da escravatura em Portugal (1836, mas só em 1869 é definitivamente declarada a sua proibição em todos os domínios portugueses).

 


 

Economia lavradiense

 

As referências que se conhecem da economia do Lavradio prendem-se à atividade agrícola, nomeadamente a vinha (desde o sec. XIII, pelo menos, como vimos), os cereais (atestam-no os moinhos que aqui existiram) e o sal (beneficiando da sua óptima localização). É ainda de referir a navegação e travessia intensa no transporte de gente e mercadorias entre as duas margens do Tejo com carregamentos destinados às naus da Índia, e para o abastecimento diário à cidade «...e as [barcas] que andam ao sal e pedraria e alvenaria. E assim os mais batéis que de contínuo andam neste rio, ganhando dinheiro aos fretes para todas as partes que jazem ao longo deste Tejo. (...) Os dois Sarilhos, grande e pequeno, e Alhos Vedros, Lavradio, [têm em serviço] cem barcas e batéis.»

 

De facto, o Lavradio caracterizava-se até à primeira década do século XX por uma longa frente de praias fluviais entrecortadas por sapais e salgados (daí o natural desenvolvimento de viveiros e marinhas e, consequente produção de sal). Um importante cento salineiro, o Lavradio era rodeando desde a Barra-a-Barra até à Quinta dos Lóios, por inúmeras marinhas. Um dos primeiros registos que se reporta ao Lavradio,sobre a exploração do sal, data de 1324, quando o Mosteiro de Chelas em Lisboa, procedeu à arrematação de vários bens e heranças, entre as quais marinhas de sal – «… no logo que chama o Lavradiho os quaes beens e heranças sam casas e vinhas e lagar e Marinhas e campos e ressios e/ charnecas e matos e terras rotas e nom rotas com todos seus termhos novos e antigos com sas aguas e fontes…». Hoje, restam a memória e algumas fotografias… Há a registar a existência um moinho de maré no sec. XV, propriedade de Rui Galvão e reedificado pelo seu filho, Duarte Galvão (teria 4 rodízios). Em meados do sec. XX existiam 4, cujas ruínas desapareceram com a construção da UFA (hoje AP - Amoníaco de Portugal). Quase todas as marinhas do concelho situavam-se no Lavradio, havendo a registar que a última marinha a manter-se em funcionamento foi a Misericórdia, em 1971. As salinas da Rua 6 de Janeiro foram aterradas em 1973, dando origem à Pctª dos Lusíadas e à Avenida das Nacionalizações.

 

A agricultura era outra realidade no Lavradio. No seu interior, predominavam as grandes quintas, onde se praticava a cultura intensiva de cereais, produtos hortícolas e vinha. Também os Vinhos do Lavradio são hoje uma recordação. De toda a região, eram reconhecidamente os mais apreciados pela sua qualidade, desde o século XVI. Já Gil Vicente,  no início do monólogo do Pranto de Maria Parda, se refere aos vinhos de Barra-a-Barra – «Ó travessa zinguizarra/De mata porcos escura/Como estás de má ventura/Sem ramos de Barra-a-Barra». De entre todos os vinhos aqui produzidos os que atingiram maior notoriedade foram os bastardinhos, dos quais diziam «espécie licorosa, fina e balsâmica, como não se produz melhor noutras partes.». A eles se deve a notoriedade que alguma vez o Lavradio teve, nomeadamente quando viu a excelência da sua qualidade reconhecida também no estrangeiro – Estados Unidos, Brasil e França. Ainda em 1867 a localidade era referenciada como centro vinícola de eleição, também pela qualidade dos seus tintos. Apesar deste reconhecimento, a produção era cada vez menor, obrigando mesmo à aquisição de uvas nas zonas de Palmela e Setúbal. Com a instalação das fábricas da CUF e a urbanização dos antigos terrenos de cultivo, todos os vinhedos foram destruídos. As últimas vinhas desapareceram ainda nos anos 60. Progresso, dizem…

 

Com a criação do Apeadeiro de Sul e Sueste em 1865, bem como das instalações da CUF, toda a região conheceu um grande crescimento. Em 1911 é criada a Sociedade Portuguesa de Cheditte, Lda, na Barra-a-Barra; pouco depois é a fábrica de cortiça Barreira & Cª, Irmãos… Em  1952 a UFA entra em produção; em 1955 é a Tinco; em 1961 já é necessário ampliar a UFA… Entretanto, chegam ao Lavradio a electricidade (1936), a água canalizada (1937), o saneamento básico (1949) e os transportes (1957). As grandes quintas são urbanizadas… fica(?) a Quinta da Várzea… Enquanto nos anos 40 o Lavradio tinha 270 fogos e 1244 habitantes, nos anos 60 passou a ter 2263 fogos e 6966 habitantes, e nos anos 70, 5286 fogos e 17470 habitantes. Foi a consequência direta do desenvolvimento da CUF e da instalação quer da EDP, quer da Fisipe. As antigas unidades industriais, essas, desapareciam… Atualmente, e segundo os censos de 2001, depois da “sangria” territorial decorrente da criação de novas freguesias no concelho, a população do Lavradio era de 6498 alojamentos e 12751 residentes. Hoje a realidade é outra; basta dizer que só eleitores, são aproximadamente 12 000.

 

 


 

Associativismo, música e festa

 

Terminamos esta resenha com a referência à principal característica cultural do Lavradio – o Associativismo. Tudo começou com o gosto pela música, pelo divertimento, pelo convívio. Foi em 1867; com a Banda, nasceu também a Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, a colectividade mais antiga de todo o concelho, ainda hoje um exemplo de vitalidade. Para a banda, foi construído o Coreto (1871), destruído, juntamente com o jardim que o emoldurava, em Março de 1964. Mais uma vez o progresso!... Na SFAL “nasceram” para a música muitos lavradienses; justo é de referir a família Couto – Eduardo, Artur Eduardo, Artur Rafael e Natércia Couto. Mas não foi só a Banda (dissolveu-se em 1939); foram também os grupos de Jazz, o teatro, a biblioteca (1937)… Hoje, mantém a atividade musical (instrumental e coral), tenta recuperar o teatro, promove encontros literários, edita obras literárias (com o apoio da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal), desenvolve a prática de algumas modalidades desportivas e assegura actividade recreativas… apesar dos seus quase 138 anos!

 

Outro grande exemplo de longevidade e dinamismo é o Sporting Clube Lavradiense. Nasceu em 1924, tendo o desporto como sua vocação (e foi brilhante no futebol amador!) mas foi nas suas instalações que nasceu a primeira biblioteca no Lavradio (1932), que foi ensinado o esperanto (1940) e que os filhos dos seus sócios viram assegurada a escolaridade quando o Estado não assumiu as suas responsabilidades! Hoje, é uma colectividade moderna, virada para as novas tecnologias, mas sempre amante do desporto – futebol e atletismo.

 

Tal como muitos dos actuais residentes, também o Grupo Desportivo Fabril veio para o Lavradio… para ficar! Detentor do maior parque desportivo da região (parece que há muita gente “distraída” quanto à necessidade de o manter apto para que os mais de um milhar de jovens continuem a praticar desporto!...) É também o clube mais eclético do distrito (!) e que maior número de praticantes tem. Um exemplo pela opção assumida – a formação. Está de parabéns!

 

Estão de parabéns, também, o Grupo Sport Chinquilho União 9 de Abril Lavradiense (1928), Futebol Clube Beira-Mar (1957), Centro Cultural e Recreativo Juventude do Lavradio (1970), Desportivo do Lavradio (1973), Sociedade Recreativa e Cultural Lavradiense (1975), Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Lavradio (1976), Sociedade Columbófila Lavradiense (1976), Pluricoop – Delegação do Lavradio (1978), Organização de Caçadores do Lavradio (1997), Rancho Folclórico e Regional do Lavradio (1985), Associação de Defesa do  Ambiente do Lavradio (1995), Grupo Coral Alentejano “Unidos do Lavradio” (1991), Grupo Coral e Musical do Lavradio “Gente que Canta” (1991), Associação Portuguesa de Emergência Rádio (1989), Clube Todo o Terreno do Barreiro (2002), … Está de parabéns a Freguesia que o é desde 1855!) que tanta e tão válida gente a trabalhar para toda a Comunidade.

 

Conhece-se a realização de festas populares, de matriz religiosa, já no sec. XVI, promovidas pelas Confrarias da Igreja em honra do seu orago, mas que acabavam por incorporar elementos de carácter popular, de diversão e lazer. A descrição mais interessante que se conhece é a da festa organizada pela Confraria de Nossa Senhora da Salvação, a qual tinha como obrigação «por o dia da Festa, que a fazem por Nossa senhora d’Assumção (Dia 15 de Agosto)… fazem grande festa de gantares (cantares), a trombetas (outros instrumentos musicais como saca-buxas, charamelas, atabales, tambores, etc. também eram muito populares), folias (grupos de músicos com os seus instrumentos de tanger ) e confrades. Tudo à custa da Confraria e Mordomo».

 

Tal como as entendemos hoje, existem desde 1936 (8 a 11/Agosto). A data, nem sempre tem sido a mesma, como o atestam as realizadas em 1905, que ocorreram em Setembro! De 1910 a 1965, passaram a realizar-se em finais do mês de Julho, data que ainda hoje vigora, apesar da interrupção havida. Uma característica das festas do Lavradio era a realização das cavalhadas, no último dia dos festejos. Festas que também ocorriam…

… no Carnaval – as Cegadas, que terminaram já nos anos 60;

… na Páscoa – as “Assadas das Ostras”, aproveitando não se comer carne;

… em Setembro – as Festas da Raza;

… no sábado da Aleluia – a Queima do Judas;

… Setembro/Novembro – Fstas em honra de Nª Srª do Bom Sucesso

(artigo elaborado por Adolfo Martins Lopo com base em informação recolhida nos livros “O Barreiro Antigo e Moderno”, “O Barreiro Contemporâneo” - vol. I, II e III e Miscelânea”, de Armando da Silva Pais, CMB, “Lavradio e as suas gentes”, de Ângela Luzia, J. Freg. Lavradio, e “Lavradio – A Igreja de Santa Margarida, 1492-1569”, de Rosalina Carmona, J. Freg. Lavradio)

 


 

Mapa do Lavradio

 

freguesia lavradio concelho barreiro

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Vista de Rua


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Designação Ano Dados
 
 
 
 
Área Total (Km2) 2000 1.585
 
 
 
População Presente (Total)* 2001 12 239
 
 
 
População Residente (Total)* 2001 12 751
 
 
População Residente (Total)* 2011 14 428
 

Dados do Instituto Nacional de Estatística.


 

Outros Apontamentos

 

Reza a lenda, que antigamente, existia um boi chamado Dio e o seu dono sempre que o utilizava para lavrar a terra, gritava constantemente – Lavra Dio – e a partir dai surge o nome Lavradio.

O Lavradio tem vários locais de grande importância para a freguesia nomeadamente:

  • Igreja - Na zona mais alta da freguesia
  • Mercado do Lavradio - Chamado também por "praça"
  • Fábrica da UFA
  • Grupo Desportivo Fabril - Ex-CUF/ Ex-Quimigal
  • Escola Básica 2,3 Ciclos Álvaro Velho
  • 2 Escolas Primárias
  • Estação Ferroviária da CP do Lavradio- Linha do Sado(Ex- Linha Sul e Sueste)

 

Fidalguinhos

A Quinta dos Fidalguinhos é uma nova urbanização do Lavradio, uma "nova vila" do século a crescer na freguesia. Com vários equipamentos:

  • Escola Primária e Jardins de Infância
  • Escola Superior de Tecnologia do Barreiro;
  • Zonas Verdes, circuitos de manutenção, Mata e parque de merendas;
  • Polidesportivo;
  • Parques infantis;


No futuro a Quinta dos Fidalguinhos aguarda os seguintes equipamentos;

  • Posto da Polícia;
  • Complexo Desportivo (Piscinas e Court de Ténis);
  • Centro Socio-cultural;
  • Centro de Dia;
  • Igreja;
  • Alargamento das zonas verdes;
  • Próximo da nova urbanização uma nova estação ferroviária central do Barreiro(com ligação à nova ponte Barreiro-Chelas)

 

Brasão

 

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Brasão: de prata, um arado de negro realçado do campo: em chefe, uma cruz da Ordem de São Tiago, de vermelho acompanhada de dois cachos de uva de púrpura folhados de verde: em ponta, três faixetas ondadas de azul e prata. Coroa mural de quatro torres de prata, listel branco com a legenda a negro «Freguesia do Lavradio».

Bandeira: esquartelada de branco e púrpura, cordão e borlas de prata e púrpura, haste e lança de ouro.

 

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Selo: circular, com as peças do brasão sem indicação das cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos onde corre a legenda «Junta de Freguesia do Lavradio».

 


 

Santa Margarida

 

santa margarida lavradio

 


 

Saber mais...

 

 

Orden de Santiago

La cruz de Santiago

Regra e statutos da ordem de Samtiago

 

Anexos:
Access this URL (http://alvarovelho.net/images/lavradio/CodigoAdministrativo1836-Codigode_PassosManuel.pdf)CodigoAdministrativo1836-Codigode_PassosManuel.pdf[Código Administrativo de 1836, conhecido como Código de Passos Manuel.]2432 kB
Access this URL (http://alvarovelho.net/images/lavradio/reorganizafreguesias.pdf)reorganizafreguesias.pdf[Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias)]2356 kB
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