Sociedade
KIOSK(ext)
WEBMAIL
Abrir Painel

Destaques

User Rating: 0 / 5

User Rating: 0 / 5

Onde falham os alunos? - relatório das Provas de Aferição de 2017

Provas Afericao

Os relatórios das provas de aferição, que acabam de ser revelados, mostram que a grande dificuldade dos alunos do Básico surge quando é preciso raciocinar, argumentar e relacionar conceitos.

Fonte: IAVE

Quando a pergunta é simples, sem rasteira e de conteúdos fáceis de memorizar, os alunos do Básico conseguem acertar na resposta, com maior ou menor dificuldade. Mas quando os mesmos conteúdos implicam capacidade de raciocínio e de interpretação do que foi aprendido na sala de aulas, os resultados caem a pique. Esta é uma das principais conclusões que se pode tirar do Relatório Nacional 2016-2017 sobre as provas de aferição do Ensino Básico, divulgado esta terça-feira pelo IAVE, Instituto de Avaliação Quantitativa.

O retrato dos alunos, que vai tendo alterações suaves à medida que avançam no percurso académico, é este: grande dificuldade em interpretar textos, escrita pejada de erros ortográficos e gramaticais, incapacidade de resolver problemas com frações e grandes bloqueios no cálculo. Também nas ciências, principalmente na Físico-Química, os conhecimentos consolidados são muito poucos. Na prova de Ciências Naturais e Fisico-Química do 8.º ano, de 2017, mais de 80% dos alunos revelaram dificuldades nas respostas ou não conseguiram dar uma resposta apropriada.

Adaptado de Observador

Alunos do 2.º ano (com 7 e 8 anos de idade)

Dificuldade em interpretar um texto não literário, erros ortográficos e pontuação fora do sítio. Grande dificuldade nas frações, pouca na geometria. De Estudo do Meio sabem muito pouco, cantam uma melodia mais ou menos harmoniosa, dançam melhor e são ótimos a chutar uma bola. Este é o retrato dos alunos do 2.º ano do Básico.

Português

Quanto é que aprendemos quando só ouvimos? A ciência dá-nos um número bastante baixo, 20%. Os relatórios do IAVE sobre as provas de aferição de Português (de 2016 e 2017) mostram-nos isso mesmo. À primeira vista, o cenário parece bom: a percentagem de respostas certas na Compreensão Oral, avaliada em quatro itens depois da audição de um texto, foi elevada nos dois anos. Mas quando se olha para as respostas erradas, a conclusão repete-se: a maioria das respostas incorretas surge quando é preciso capacidade de interpretar aquilo que foi ouvido. E a dificuldade ainda é maior quando é preciso localizar informação necessária para responder às perguntas a partir das audições dos textos.

Em relação à Leitura, houve uma diferença nas provas dos dois anos. Em 2016, o suporte foi apenas de um texto literário. No ano seguinte, recorreuse também a um texto não literário. Enquanto na oralidade os alunos revelaram problemas em encontrar informação explícita depois da audição dos textos, essa dificuldade não se sente quando a procura é feita num texto escrito. A generalidade consegue responder de forma correta a este desafio.

A grande diferença dos resultados de um ano para o outro está na capacidade de interpretar o texto. Enquanto os alunos do 2.º ano em 2016 manifestaram muitas dificuldades em refletir sobre o conteúdo do texto que leram, — o que valeu uma recomendação do IAVE no sentido de insistir mais na leitura de textos literários e na sua interpretação — no ano seguinte essa dificuldade parece estar atenuada quer no texto literário quer no não literário, com a percentagem de respostas corretas a variar entre os 67% e os 90%. Em 2017, a grande dificuldade de interpretação — com 64% de respostas erradas — foi num texto onde era necessário interpretar um horário (conteúdo de Estudo do Meio).

Na Gramática, não se encontra um padrão claro de um ano para o outro. Em 2016, os alunos do 2.º ano conseguiram boas percentagens de respostas corretas nos 5 itens que avaliavam este conhecimento. Com duas excepções: identificar nomes masculinos e uso correto de sinais de pontuação. Em 2017, escreve o IAVE, verifica-se que há conhecimentos que não estão consolidados enquanto outros estão completamente adquiridos. Curioso é que, na pontuação, as respostas corretas subiram exponencialmente, ficando nos 61% e nos 81% nos dois itens que avaliavam este conhecimento. As dificuldades dos alunos em 2017 foram reconhecer e distinguir nomes, adjetivos e verbos e reconhecer sons num conjunto de palavras ouvidas.

Na análise da Escrita, que foi avaliada através da redacção de um texto narrativo, o que se verificou em 2016 é que os alunos mostraram dificuldade em pontuar o texto corretamente e mais de metade fez erros ortográficos. Destes, 13% cometeu entre 11 e 15 erros em 50 palavras. Outra das fragilidades dos alunos foi manterem-se fiéis ao tema que lhes foi dado: só 32% conseguiu ficar dentro do tema pedido. No ano seguinte, a dificuldade aumentou e só 21% cumpriu integralmente a instrução quanto ao tema.

Em 2017, as dificuldades sentidas foram também ao nível gramatical: só 15% redigiu um texto em que os tempos verbais foram utilizados com coerência. A pontuação e o fraco vocabulário foram outros problemas sentidos.

Matemática

É com facilidade que os alunos do 2.º ano, quer em 2016 quer em 2017, identificam números pares, ímpares e naturais. As maiores dificuldades no domínio dos Números e Operações surgem quando nos exercícios aparecem fracções.Outro problema dos alunos nesta categoria é a visão relacional do sinal de igual. Se os alunos não encontram dificuldade em encontrar o número que somado a 11 dá 19, já não conseguem dizer que número deve ser somado a 11 para ser igual a 14+5. O IAVE sugere que na sala de aula os alunos sejam mais vezes confrontados com situações que permitam explorar o sinal de igual passando-se de uma visão procedimental (a seguir ao sinal coloca-se o resultado) para uma visão relacional.

No domínio de Geometria e Medida, em nenhum dos dois anos avaliados foi este um domínio especialmente problemático. Aliás, em 2017, o IAVE refere mesmo que não se registaram dificuldades assinaláveis. Ainda assim, importa referir que as maiores dificuldades tiveram a ver, em ambos os anos, com a identificação correta dos elementos de um paralelipípedo, cálculo de perímetros e nos itens que implicavam resolução de problemas. Foi na Organização e Tratamento de Dados que os alunos obtiveram melhores resultados: nos dois itens que avaliaram este domínio em 2016 as respostas certas foram de 86% e de 90%. No ano seguinte, de 85% e de 71%.

Estudo do Meio

Os conhecimentos de Estudo do Meio foram avaliados nas provas de Português e Matemática, não tendo havido uma prova específica para esta disciplina. E, quanto a ela, a parte mais difícil é encontrar um domínio onde os alunos se distingam pela positiva.

No domínio À Descoberta de Si Mesmo, e embora a maioria dos alunos tenha dado as respostas corretas, vê-se que ainda há uma percentagem significativa comdificuldade em responder a perguntas que envolvam os conceitos ‘antes de’ e ‘depois de’. Em 2016, apenas metade dos alunos deu a resposta correta à pergunta: “Quem chegou à meta em último lugar sabendo que a Lara chegou antes da Beatriz e depois da Carolina?”

Em 2017, a dificuldade com conceitos de relação espacial voltou a sentirse: apenas 45% dos alunos conseguiram acertar a posição de cada um de três animais em fila. Nesse mesmo ano, a pergunta com menos respostas certas foi a que pedia para relacionar a estação do outono com o mês de novembro. Só 32% conseguiram fazê-lo.

Traçar um itinerário numa planta foi um exercício simples em 2016, com 89% de respostas corretas, e terrivelmente difícil em 2017, com 32% de respostas corretas. Nas perguntas que avaliavam o conhecimento do Ambiente Natural, volta a haver resultados paradoxais: no primeiro ano avaliado, só 43% conseguiu dizer corretamente que determinado animal tinha cauda longa. Em 2017, esse número subiu para 77% nas perguntas relacionadas com características externas dos animais.

Expressões

Expressões Artísticas e Expressões Motoras

Estas duas provas autónomas não existiram em 2016, havendo apenas resultados para 2017. Nas Expressões Artísticas, avaliou-se a expressão musical, dramática e plástica. Foi com a Música que os alunos revelaram maiores dificuldades: só metade (51%) conseguiu cantar a mesma melodia da música que lhes foi apresentada. Exatamente o mesmo número de alunos que, na segunda parte da prova, conseguiu criar uma dança com fluidez e harmonia.

Já na Expressão Dramática, 78% dos alunos tiveram o máximo do desempenho quando lhes pediram para depois de olharem para um objeto imaginarem que ele era outro. Em seguida, deveriam explicar do que se tratava apenas por gestos. Na Expressão Plástica, a maioria dos alunos teve bons resultados nas duas tarefas pedidas: modelagem de um animal em plasticina a partir da observação de uma imagem e representação da personagem da canção ouvida na primeira parte da prova.

Nas Expressões Motoras também se conseguiram bons resultados em Deslocamentos e Equilíbrios (correr, saltar, equilibrar e rolar). A maior dificuldade foi na cambalhota à frente e sem interrupções — 40% dos alunos não conseguiram fazê-la corretamente. Saltar à corda, lançar, receber e pontapear uma bola foram as quatro tarefas para avaliar Perícias e Manipulações. A tarefa mais fácil (90%) foi pontapear uma bola com força dentro dos limites de um corredor e a mais difícil lançar uma bola para acertar num alvo na parede: 23% revelou pouca precisão e 10% não conseguiu executar a tarefa.

Alunos do 5.º ano (com 10 e 11 anos de idade)

Sempre que é necessário interpretação, as respostas no domínio da Leitura são mais fracas. Os erros gramaticais mantêm-se e mais de metade dos alunos não conseguiu conjugar o verbo voar e cantar. Frações, denominadores comuns e percentagens são problema na Matemática. É na História e na Geografia que os alunos do 5.º ano brilham, com algumas perguntas a terem 99% de respostas corretas.

Português

Os estudantes do 5.º ano que fizeram a prova de aferição de Português em 2016 foram avaliados nos mesmos quatro domínios que os seus colegas do 2.º ano: Compreensão Oral, Leitura, Gramática e Escrita.

A Compreensão do Oral continua a não ser um problema, com as respostas corretas a variarem entre os 69% e os 84%, ao longo das quatro perguntas. Ao contrário dos colegas do 2.º ano, já não se nota uma maior dificuldade em interpretar o texto ouvido.

No domínio da Leitura, a percentagem de respostas certas varia muito e, ressalva o IAVE, esta diferença nos desempenhos está relacionada com a exigência cognitiva e com a especificidade do texto que têm à sua frente, informativo ou literário. O que se conclui é que, sempre que é necessário interpretação e integração das ideias do texto, os alunos têm mais dificuldade. Da mesma forma, lidam pior com um texto não literário do que com um literário. Por isso, o IAVE aconselha a que se reforce a leitura inferencial (que obriga à interpretação e dedução).

No domínio da Gramática, avaliada em nove itens, a conjugação de verbos continua a ser uma das perguntas com maior número de respostas erradas. Por exemplo, só 48% dos alunos conseguiram conjugar os verbos “voar” e “cantar” no pretérito perfeito do indicativo. Distinguir adjetivos de advérbios é outra dificuldade, com 45% e 40% de respostas incorretas.

Em relação à Escrita, o IAVE concluiu que estão consolidadas as estratégias de redação de um texto que cumpre o formato narrativo. De salientar que foi na Morfologia e Sintaxe que os alunos revelaram maiores dificuldades, e só 7% dos estudantes mostraram segurança no uso de estruturas sintáticas variadas e complexas. Os erros ortográficos continuam presentes: 31% cometeu entre zero e três erros, 31% entre 4 e 7.

Matemática e Ciências Naturais

Frações, divisores comuns e percentagens. Dentro do domínio Números e Operações, os resultados da prova de 2016 foram muito fracos e repetiram-se em 2017. Neste último exame, os relatores do IAVE escrevem que os alunos manifestaram muitas dificuldades na Matemática, em todos os domínios curriculares e independentemente da complexidade cognitiva requerida. Por isso, dizem ser necessário reforçar e consolidar diversas aprendizagens devido à elevada percentagem de respostas incorretas e em branco.

Por exemplo, quando na prova de 2016 se perguntava qual o máximo denominador comum de 255 e 45, só 28% dos alunos deram a resposta correta. Ainda nas frações, em qualquer uma das provas de aferição osalunos conseguiam obter melhores resultados quando o denominador era o mesmo. Quando se pedia para ordenar frações por ordem crescente com o mesmo denominador, as respostas corretas eram na ordem dos 78%. Mas com o denominador diferente, só 46% acertou.

Tal como no 2.º ano, também os alunos do 5.º conseguem resultados um pouco melhores quando são testados a Geometria e Medida. No entanto, assim que é pedido para aplicar o conhecimento adquirido na resolução de problemas mais complexos, os resultados caem. Na prova de 2017, os melhores resultados foram na classificação de triângulos quanto ao comprimento dos lados, com respostas certas a variarem entre os 59% e os 72% nos diferentes subitens da pergunta. No outro extremo, estiveram o cálculo da área de um polígono (só 10% dos alunos o fizeram sem qualquer erro de cálculo).

Na Álgebra, nada de novo. As dificuldades mantêm-se nos dois itens que avaliaram este domínio, em ambos os anos. Perante expressões numéricas, os alunos não conseguiram respeitar as prioridades convencionadas das operações (multiplicação tem prioridade em relação à soma, por exemplo) e só 27% dos alunos responderam corretamente a esta questão. Já quando se tratava de calcular e simplificar uma expressão numérica, 70% não foi capaz de responder de forma correta e completa.

Se os alunos do 2.º ano revelaram mais facilidade neste último domínio da Matemática, a Organização e Tratamento de Dados, os seus colegas mais velhos não tiveram a mesma facilidade. Na prova de 2017, as respostas incorretas foram superiores a 40%. E apenas 9% conseguiu responder à pergunta: “Quantas crias de lince-ibérico deverão nascer em 2017 [eram dados valores para os outros anos] para que a média de crias nascidas no período de 2014 a 2017 seja 13?” Outras perguntas relacionadas com cálculo de médias tiveram maus resultados semelhantes no ano anterior.

Em ambos os anos, o IAVE faz o mesmo diagnóstico: nos itens que implicam a mobilização das capacidades de raciocínio e de abstração, as dificuldades diagnosticadas poderão ser ultrapassadas em posterior fase de desenvolvimento cognitivo. No entanto, quando se prende com conceitos e procedimentos básicos e essenciais deste ano de escolaridade, pode concluir-se que será importante reforçar o trabalho que envolve conhecimento de factos e de procedimentos matemáticos, com ênfase na compreensão de conceitos e na introdução progressiva de situações-problema que mobilizem a sua aplicação em contextos diferenciados.

Ciências Naturais

O que é que os alunos sabem sobre Ciências? Relacionar características de um animal com o seu regime alimentar (71 a 95%) e reconhecer o tipo de desenvolvimento embrionário (83%). O que é que não sabem? Reconhecer o processo reprodutivo dos animais (29% certas). Outro problema detetado foi a total incapacidade de escrever um texto claro a explicar a importância da existência de centros de reprodução para proteção das espécies animais. Apenas 20% conseguiu responder de forma correta, mostrando que a organização do discurso escrito é um problema, conforme alerta o IAVE. Tal como noutras disciplinas, quando se avalia a capacidade de aplicar conhecimentos na análise de uma situação concreta, 57% errou a resposta. O que se pedia era para relacionar a diminuição da população dos linces ibéricos com a atividade humana.

História e Geografia

A prova de aferição de História e Geografia foi apenas feita em 2017 e, para além de testar conhecimentos das duas disciplinas, testava também os que lhes são transversais. E é nesta prova, entre as várias feitas nos dois anos analisados, que os alunos conseguem alguns dos melhores resultados.

Com resultados corretos entre os 79% e os 99%, os estudantes mostraram saber identificar diferentes formas da superfície terrestre. As formas de relevo também não foram obstáculo para 71% dos alunos. Mas quando foi preciso atribuir o nome a um rio, para o qual havia apenas a sua descrição, e dizer se era português ou luso-espanhol, os alunos espalharam-se por completo. Nos extremos, temos o rio Mondego (28% conseguiram identificá-lo) e o rio Tejo (62% acertaram). Mas, ainda assim, 10% dos alunos não conseguiram dizer que este último é luso-espanhol. Ainda na Geografia, os pontos cardeais não são um conhecimento consolidado e 23% dos alunos trocaram oeste com este. Na mesma lógica, 16% trocaram sudoeste com sudeste e noroeste com nordeste. Quanto à História, os alunos não tiveram grandes dificuldades em responder a perguntas sobre o Império Romano, influência, aspectos ou vestígios. O problema foi quando lhes foi pedido que escrevessem 218 a.C. em numeração romana. Mas atenção: 63% dos alunos responderam corretamente, embora este tenha sido o item com menos respostas corretas. A dificuldade aumentou quando lhes foi pedido para distinguirem comunidades agropastoris de recoletoras. Só 27% respondeu bem. Percentagem igualmente baixa (25%) foi obtida quando foi preciso relacionar três acontecimentos históricos com a data em que ocorreram.

Aliás, o relatório do IAVE ressalva que os alunos mostram grandes fragilidades na localização de acontecimentos no tempo. Mas, tal como noutras disciplinas, é quando é preciso aplicar o conhecimento em enunciados mais complexos que os estudantes têm piores resultados. Entre 84% a 88% dos alunos conseguiram responder a perguntas sobre causas e consequências dos fenómenos históricos associados à crise do século XIV. Mas assim que lhes foi pedido para interpretar uma carta de foral, que implica operações cognitivas de nível médio, as respostas corretas caíram para 48%. E só 10% conseguiram ordenar cronologicamente os eventos relacionados com a crise de 1383-1385. Por último, o item em que os alunos revelaram mais dificuldade foi aquele em que era preciso mobilizar conhecimentos para interpretar o suporte e relacionar diversas informações relativas ao Tratado de Tordesilhas: 65% não teve sucesso em nenhum dos parâmetros avaliados com esta questão.

Alunos do 8.º ano (com 13 e 14 anos de idade)

Melhora um pouco a Gramática e diminuem os erros ortográficos, mas piora a Matemática em todos os seus domínios e só um terço dos alunos consegue ordenar números reais de forma crescente. Os alunos continuam também a ter dificuldades em conjugar verbos. A Físico-Química é uma hecatombe: 90% dos alunos não conseguiram apontar duas condições necessárias à existência de vida.

Português

A prova de Português, desta feita para os alunos do 8.º ano (em 2016 e 2017), voltou a incidir sobre os mesmo quatro domínios fundamentais da disciplina: Compreensão do Oral, Leitura, Gramática e Escrita.

Na Compreensão do Oral, os bons resultados mantêm-se: no primeiro ano avaliado, mais de 90% dos alunos escolheram as respostas corretas em dois dos quatro itens avaliados. Os problemas surgiram na pergunta mais complexa, onde só 36% conseguiu acertar. O cenário manteve-se em 2017, ou seja, os alunos esbarraram nas perguntas que implicavam operações cognitivas de nível médio.

Na Leitura (avaliada em 13 itens) os alunos tiveram de interpretar e relacionar ideias de um texto informativo e de um texto literário. O padrão já revelado nos alunos de 5.º ano mantém-se. As dificuldades são maiores quando a análise versa sobre um texto informativo. Em 2017, quando foi pedido aos alunos que localizassem informação explícita no texto, só metade conseguiu fazê-lo, mesmo quando se tratava apenas de transcrever uma expressão que surgia no texto(neste item 70% errou). Mais preocupantes são os resultados das perguntas de maior exigência cognitiva: 83% deram respostas erradas. O que se pedia era para reconstruir uma cadeia de causa e efeito a partir de informações dadas no texto.

Na Gramática, começa a notar-se uma evolução no conhecimento em relação aos anteriores ciclos de ensino, tratando-se agora de alunos que, em média, terão 13 e 14 anos. Na prova de 2016, 83% dos estudantes conseguiram reconhecer relações semânticas de meronímia-holonímia e de hiponímia-hiperonímia entre palavras. Os resultados foram ainda melhores quando foi preciso reconhecer formas verbais adequadas com 94% de respostas corretas. Os resultados caem drasticamente (8% de respostas corretas) quando lhes foi pedido para identificar a classe a que pertence a palavra ‘que’ em quatro frases distintas. Outra grande dificuldade foi identificar duas das cinco frases em que uma expressão sublinhada desempenhava a função sintática de sujeito: 89% das respostas estavam erradas. Na prova de 2017, houve dificuldades em reescrever frases com pronomes pessoais assim como em passar discurso direto para indireto, com menos de metade dos alunos a fazê-lo corretamente (42%). A conjugação de verbos continua a ser um obstáculo: só 29% dos alunos conseguiram conjugar o verbo “haver” no plural e 83% dos estudantes erraram quando lhes foi pedido para conjugar o verbo “construir” na terceira pessoa do singular.

Enquanto em 2016 os estudantes tiveram de redigir um texto narrativo, no ano seguinte foi-lhes pedido que escrevessem um artigo de opinião para serem avaliados na Escrita. Neste último caso, só 25% cumpriu as regras deste tipo de redação, tomando uma posição sobre o tema em análise.
Apenas 15% conseguiu escrever um texto organizado e coeso. Salienta-se ainda que só 11% mostrou segurança no uso de estruturas sintáticas, e apenas 14% conseguiu o valor máximo no uso da pontuação. Uma boa notícia é que os erros estão a diminuir. A maior parte não cometeu mais de 8 erros ortográficos (35% entre zero e dois; 44% entre 3 e 8 erros).

Matemática

A prova de aferição de Matemática aconteceu apenas em 2016. E os resultados não são animadores, podendo ler-se no relatório do IAVE que os estudantes manifestaram muitas dificuldades nesta prova em todos os domínios curriculares. Os relatores deixam uma outra nota: a elevada percentagem de respostas erradas e em branco mostra a necessidade de reforçar e consolidar diversas aprendizagens. Os domínios analisados foram Números e Operações, Geometria e Medida, Funções, Sequências e Sucessões, Álgebra, e Organização e Tratamento de Dados.

Apesar de poderem usar calculadora, os alunos tiveram desempenhos muito fracos nos Números e Operações. Por exemplo, quando lhes foi pedido para ordenarem números de forma crescente (números reais) só sensivelmente um terço (34%) conseguiu fazê-lo.

Na Geometria, os resultados foram sofríveis. Só 17% dos alunos conseguiram resolver um problema que envolvia o cálculo do volume de um cubo e só 7% conseguiu demonstrar através de um processo correto a amplitude de um ângulo interno de um pentágono. Nas perguntas sobre triângulos, apenas 41% conseguiu aplicar o Teorema de Pitágoras.

Os melhores resultados parecem ser no domínio das Funções, Sequências e Sucessões, pelo menos nos primeiros três itens avaliados. Mas, perante o desafio de calcular o ponto de intersecção de duas retas concorrentes e de relacionar paralelismo com declive, só houve 19 e 20% de respostas certas, respetivamente.

Nos quatro itens que avaliaram Álgebra, os resultados foram globalmente fracos. Apenas um quarto dos alunos conseguiu multiplicar duas potências com o mesmo expoente. E só 14% conseguiu multiplicar dois polinómios, desenvolver o caso notável da multiplicação e apresentar o polinómio na forma reduzida.

Ciências Naturais e Físico-Química

Esta prova de aferição foi realizada apenas em 2017 e pretendia avaliar duas disciplinas, Ciências Naturais e Físico-Química, de forma integrada quer nos conteúdos transversais quer nos conteúdos específicos. Os relatores do IAVE alertam que houve muitas dificuldades em todos os domínios testados - Terra no Espaço, Terra em Transformação, Sustentabilidade na Terra e Componente Experimental — embora notando que é nos conteúdos de Físico-Química que os estudantes mais erraram. A conclusão do IAVE é que será necessário reforçar e consolidar todas as aprendizagens.

Em qualquer um dos itens que avaliou os conhecimentos sobre a Terra no Espaço, mais de metade dos alunos responderam errado. Por exemplo, algumas perguntas tinham como suporte uma tabela com dados relativos aos planetas Terra e Marte e eram necessárias operações cognitivas de nível médio (interpretação e aplicação) para interpretar os dados da tabela e dar as respostas corretas. Só 14% dos alunos conseguiram conceber uma estratégia para determinar, na unidade astronómica, a distância de Marte ao Sol. De resto, 42% não conseguiu responder e outros tantos deixaram a resposta em branco. As restantes respostas estavam parcialmente corretas. Piores resultados encontraram-se quando foi pedido aos alunos para referirem duas condições necessárias à existência de vida: apenas 11% dos alunos conseguiram apontá-las. Metade dos alunos não conseguiu reconhecer a camada de ozono como condição necessária à existência de vida.

O domínio que apresentou melhores resultados, ainda que fracos, foi o da Sustentabilidade da Terra. Ainda assim, apenas 11% dos alunos conseguiram reconhecer as características das ondas sonoras e das ondas sísmicas, associando-as à estrutura interna da Terra e aplicando conhecimentos na interpretação do texto e na seleção das opções corretas.

User Rating: 0 / 5

RGPD: como descarregar todos os seus dados de uma vez só

 RPGD

A nova política de proteção de dados obriga as empresas a criarem possibilidades para que os utilizadores descarreguem facilmente todas as informações e conteúdos cedidos durante a utilização das suas plataformas. Veja como fazer!

Adaptado de Sapo Tek

Proteção de dados

A nova política de proteção de dados levou à introdução de várias mudanças, e uma das que traz maiores benefícios para os utilizadores é a possibilidade de estes poderem agora reunir todos os dados cedidos a um determinado serviço e abandoná-lo sem deixar qualquer rasto. Na prática, isto significa que não está condenado a perder fotografias, textos e vídeos se decidir desconectar-se de uma plataforma. De forma a terem os seus serviços alinhados com a lei, muitas empresas criaram ferramentas intuitivas que permitem descarregar todos os dados de uma assentada. Algumas das maiores tecnológicas da atualidade estão incluídas neste grupo pioneiro e neste artigo, lhe mostramos como utilizar os utensílios criados para este fim.

Google

A gigante de Mountain View não precisou de fazer grandes transformações ao sistema que disponibiliza desde 2011. Com o Takeout, os utilizadores podem descarregar emails, fotografias, contactos, agendas e documentos arquivados na Drive, tudo de uma vez só. Basta selecionar os serviços de onde quer extrair os dados, e prosseguir com o processo. Uma das funcionalidades mais úteis do programa, é que este permite que os dados sejam transferidos diretamente para outros serviços de armazenamento em cloud, sem dar aso a incompatibilidades de formatos ou outros problemas do género. Adicionalmente, se tiver um equipamento Android, pode descarregar alguns dados através deste link.

Apple

Se o seu smartphone é um iPhone, é provável que grande parte dos seus dados estejam armazenados nos serviços da empresa. iTunes, iMessage, Safari, Apple Health e ademais programas podem conter muito mais do que as suas passwords. Para se adaptar às novas imposições legais da UE, a tecnológica lançou uma ferramenta através da qual poderá descarregar todos os seus dados. A utilização ainda está vedada, mas a marca da maçã garante que a app vai estar disponível ainda este ano. Adicionalmente, também poderá utilizar esta funcionalidade para eliminar todos os seus dados dos servidores da empresa. Mas note que assim que o fizer, não poderá inverter o processo.

Facebook

Ambas as redes sociais têm novas ferramentas para descarregar e transferir os dados que armazenam sobre si. No Facebook, por exemplo, não só é possível fazer o download de todas as fotografias e posts publicados, como também dos gostos que foram atribuídos nas mais diversas páginas, do seu histórico de pesquisa e das informações relativas às empresas que exibiram publicidades ao seu perfil.

Instagram

Do Instagram pode descarregar fotografias, vídeos e mensagens trocadas com outros contactos. Neste caso, a ferramenta pode ser acedida através deste link, ou através das definições de segurança da sua conta, na aplicação móvel.

Twitter, Snapchat, LinkedIn e Amazon são outras das empresas que estrearam funcionalidades semelhantes nos últimos tempos. Siga os links para ficar a saber como proceder nestes casos.

Para esclarecer mais dúvidas relativas ao RGPD, siga este link.

User Rating: 0 / 5

Guiões de Educação Género e Cidadania

igualdade de genero sc 9903

Com os Guiões de Educação Género e Cidadania, pretende a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) responder à crescente e generalizada necessidade de materiais na prática docente e às inúmeras solicitações dos mesmos por parte de escolas, bibliotecas, instituições de ensino superior e outras organizações, públicas e privadas, de âmbito educativo e formativo, e profissionais de educação e/ ou de formação, de todos os níveis de ensino.

User Rating: 0 / 5

Novas regras relativas a dados pessoais

rgpd

Há novos desafios na proteção de dados com a entrada em vigor do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) em 25 de maio de 2018. O referido diploma legal traz consigo vários desafios tanto aos cidadãos, como às empresas e outras organizações privadas e públicas. 

Fonte: Joana de Sá | JDSadvogados | Janeiro 2018

RGPD/ TSF

Aplica-se a todas as empresas que tratem de dados pessoais, ou seja, que realizem operações que envolvam dados de pessoas singulares. Estas alterações afetam também todas as empresas que façam o seu negócio com cidadãos da UE, mesmo que a empresa esteja sediada fora da União. Qualquer organização/ empresa responsável pelo tratamento de dados responde pelos danos causados por um tratamento que viole o regulamento, sendo obrigado a indemnizar a pessoa que tenha sofrido danos materiais ou imateriais devido a essa violação. 

Informação relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável. Inclui dados genéticos e dados biométricos.

Conceito de identificável inclui o nome, número de identificação, dados de localização, identificadores por via eletrónica, bem como um ou mais elementos específicos da identidade física, fisiológica, genética, mental, económica, cultural ou social dessa pessoa singular.

Tratamento inclui não só a recolha, mas também todo o “manuseamento”. 

Algumas das inovações do sobredito diploma (ver anexos) – Regulamento (EU) 2016/ 679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27/ 04/ 2016:

  • Coimas máximas de 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual do grupo empresarial;
  • Substituição das notificações à CNPD por um sistema onde são as empresas que têm de decidir sozinhas se determinado tratamento é legal ou não, os conceitos de privacy by design e privacy by default;
  • Obrigação de implementação de medidas de segurança adequadas, como por exemplo mecanismos de encriptação;
  • Obrigação de designar um encarregado para a proteção de dados, a alteração das regras sobre obtenção de consentimento, novos direitos atribuídos aos titulares dos dados;
  • Implementação do direito de portabilidade, a criação de obrigações acrescidas para os subcontratados;
  • Obrigações de notificação relativas a violações de dados pessoais. 

Privacy by design

Privacidade desde a conceção, significa que a cada novo processo de negócios ou serviço que use dados pessoais, deve-se ter em conta a proteção desses mesmos dados. Na prática, significa que o departamento tecnologias e informação (TI) tem de dar importância à privacidade durante todo o ciclo de vida do desenvolvimento ou processos de tratamento de dados pessoais.

Privacy by default

Significa que as configurações de privacidade aplicam-se automaticamente quando um cliente adquire um novo produto ou serviço. Noutras palavras, não deverá ser necessária qualquer alteração manual para que as configurações de privacidade sejam aplicadas a todos os novos titulares de dados pessoais de um determinado sistema. 

Accountability

Exige que seja implementado um programa de conformidade capaz de monitorizar a conformidade em toda a organização e demonstrar às autoridades de proteção de dados e aos titulares dos dados que toda esta informação pessoal está em segurança.

Oposição ao profiling

Os titulares dos dados têm direito a opor-se ao uso de profiling, ou seja, qualquer forma automatizada de processamento de informação pessoal, com o objetivo de avaliar e tipificar indivíduos com base nos seus dados pessoais.

Privacy impact assessments

Permite que a organização encontre problemas nas fases iniciais de qualquer projeto, reduzindo os custos associados e danos à reputação que poderiam acompanhar uma violação das leis e regulamentos de proteção de dados.

 

rgpd2

As verificações que devemos fazer? 

  • Onde estão os dados pessoais? Sistemas? Papel?
  • Estão atualizados? Possuímos um registo organizado?
  • Temos consentimento dos titulares de dados com todos os requisitos do RGPD?
  • Estamos preparados para dar resposta a todos os direitos dos titulares de dados?
  • Os sistemas garantem a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados?
  • Conseguimos detetar qualquer violação de dados logo que ocorra e comunicá-la em 72 horas?
  • Temos políticas e procedimentos que permitam avaliar e gerir os riscos?
  • Conseguimos recolher evidências e demonstrar que cumprimos com o RGPD?
  • E enquanto processador de dados por conta de terceiros, cumprimos o RGPD?
  • Já nomeámos um Encarregado da Proteção dos Dados (DPO)? 

rgpd3

Tal como referido, a aplicação da legislação comunitária em análise está agendada já para Maio, pelo que se revela urgente a consciencialização e formação dos principais sujeitos abrangidos por este novo regulamento, bem assim como que se iniciem as operações tendentes à implementação das boas praticas e regras de regulação e funcionamento que permitam o cumprimento do RGPD.

O RGPD vem precisamente reforçar os direitos dos titulares sobre os seus dados, permitindo-lhes ter conhecimento sobre que dados seus estão a circular, quem os conhece e para que fins serão utilizados. O Regulamento estabelece um conjunto de direitos como:O RGPD vem precisamente reforçar os direitos dos titulares sobre os seus dados, permitindo-lhes ter conhecimento sobre que dados seus estão a circular, quem os conhece e para que fins serão utilizados. O Regulamento estabelece um conjunto de direitos como:

Direito à transparência – Os titulares dos dados têm o direito de saber que tratamentos são efetuados sobre os seus dados.Por exemplo, no caso de estarem a ser recolhidas imagens e som (ou poderem vir a sê-lo) deverá existir informação visível que informe os titulares sobre a realização das gravações.

Direito à informação – Os titulares têm o direito de solicitar ao responsável pelo tratamento dos dados, informações sobre o tipo de tratamento a que os seus dados estão a ser sujeitos. As informações devem ser prestadas por escrito. Se o titular assim o solicitar, a informação poderá ser prestada oralmente, desde que a identidade do titular seja comprovada por outros meios.Por exemplo, no momento da recolha dos dados, o titular deve ser informado sobre o tratamento de que os mesmos serão alvo.

Direito de acesso – Os titulares têm o direito de saber se os seus dados são ou não objeto de tratamento por parte de uma organização. Caso sejam alvo de tratamento, o titular tem o direito a aceder aos seus dados pessoais e às seguintes informações:

  • Finalidade do tratamento;
  • Categorias dos dados pessoais em questão;
  • Destinatários ou categorias de destinatários a quem os dados são, foram ou serão divulgados;
  • Prazo previsto de conservação de dados, ou se tal não for possível, os critérios para fixar esse prazo;
  • Garantias de conhecimento e tratamento adequado sempre que os dados forem transferidos para um país terceiro ou uma organização internacional;
  • Acesso a uma cópia dos dados pessoais em fase de tratamento.

Se o pedido for apresentado por meios eletrónicos, a informação deverá ser fornecida num formato eletrónico de uso corrente. 

Direito de retificação – Direito de solicitar a retificação de dados incorretos e preenchimento de dados incompletos. Cada retificação efetuada pelo responsável pelo tratamento implica a comunicação dessa alteração às entidades a quem os dados tenham sido transmitidos, salvo se essa comunicação se revelar impossível ou implicar um esforço desproporcionado.

Direito ao apagamento – Os titulares dos dados têm o direito de solicitar o apagamento dos mesmos, o que deverá decorrer sem demora injustificada. O apagamento dos dados é ainda obrigatório nas seguintes situações:

  • Quando os dados deixam de ser necessários para a finalidade que motivou a sua recolha ou tratamento;
  • Quando o titular retira o consentimento para o tratamento (desde que não exista outro fundamento para esse tratamento);
  • Quando o titular se opõe ao tratamento e não existem interesses legítimos prevalecentes que justifiquem esse tratamento;
  • Quando os dados foram tratados ilicitamente;
  • Para dar cumprimento a uma obrigação jurídica decorrente do direito da União Europeia ou de um Estado Membro a que o responsável esteja sujeito;
  • Quando os dados foram recolhidos no contexto da oferta de serviços da sociedade da informação.

O direito ao apagamento tem de ser conciliado com as obrigações jurídicas que o responsável pelo tratamento de dados deve assegurar relativamente às entidades oficiais, que nesse caso se sobrepõem. Por exemplo, o dever de manutenção de faturas emitidas.

Direito à limitação do tratamento – O titular pode opor-se ao apagamento dos seus dados pessoais e solicitar a limitação do seu tratamento (inserção de uma marca nos dados pessoais conservados para limitar o seu tratamento no futuro). Neste contexto, o titular tem direito a que o responsável faça a limitação do tratamento num dos seguintes casos:

  • Durante o período em que o responsável de proteção de dados valida a exatidão dos mesmos, após contestação de incorreção por parte do titular.
  • Quando existe tratamento ilícito e o titular se opõe ao apagamento, pode solicitar a limitação da utilização.
  • Quando o responsável já não precisa dos dados para tratamento, mas os mesmos são requeridos pelo titular para efeitos de declaração, exercício ou defesa de um direito num processo judicial.
  • No caso do titular se opor ao tratamento nos termos do 21.º, n.º 1 até se verificar que os motivos legítimos do responsável se sobrepõem aos do titular.
  • Opor-se, a qualquer momento, ao tratamento de dados que lhe digam respeito para efeitos de comercialização.

O responsável pelo tratamento tem de comunicar a cada destinatário, a quem os dados tenham sido transmitidos, qualquer limitação de tratamento que tenha feito, salvo se essa comunicação se revelar impossível ou implicar um esforço desproporcionado. Em todas estas situações, os dados podem ser conservados, mas o seu tratamento só poderá decorrer mediante consentimento do titular, para efeitos de declaração, para exercício ou defesa de um direito em processo judicial, para defesa de outra pessoa singular ou coletiva ou por motivos de interesse público da União Europeia ou do Estado Membro.

Direito de oposição – O titular poderá opor-se à utilização dos seus dados para efeitos de comercialização direta.

Direito à notificação – Os titulares dos dados devem ser notificados ou ser-lhes dado conhecimento nos casos em que os seus dados pessoais estejam a ser recolhidos ou tratados. Por exemplo: Os colaboradores das empresas têm o direito de ser informados sobre as situações em que existe algum tipo de monitorização de equipamentos de trabalho ou geolocalização. No caso de viaturas, quando não se sabe quem conduz, deve ser colocado um dístico na viatura a informar que é efetuada a geolocalização da mesma. Se existir algum tipo de monitorização dos equipamentos/instrumentos de trabalho usados pelo funcionário o mesmo tem de ser informado/notificado disso.

Direito à não sujeição a decisões automatizadas – O titular dos dados tem o direito de solicitar intervenção humana em processos habitualmente automáticos. Por exemplo: Nos casos em que existem mecanismos de profiling, o titular pode exigir que haja uma intervenção humana nesse processo automatizado para que a decisão não seja tomada de forma exclusivamente automática. Porém, se tiver dado o seu consentimento explícito nesse sentido, esse tratamento automatizado já será possível.

Direito à portabilidade – O titular dos dados pode solicitar que os mesmos sejam transferidos para outra empresa/entidade (à semelhança do que acontece com as operadoras de telecomunicações). Pode querer transferir os seus dados clínicos, créditos de formação ou outros. Nestes casos, deve ser usado um formato de uso corrente.

Referência: Direitos dos Titulares. (2018). RGPD

Anexos:
Download this file (regulamento_UE_2016_679.pdf)regulamento_UE_2016_679.pdf[Regulamento (EU) 2016/ 679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27/ 04/ 2016]1024 kB
Download this file (Resumo-Regulamento_Europeu_Protecao_de_Dados.pdf)Resumo-Regulamento_Europeu_Protecao_de_Dados.pdf[ ]2017 kB

User Rating: 0 / 5

Igualdade de Género e Idades da Vida - estudo

2600 z2drj5ns.cjr

O estudo que se apresenta dá conta dos principais resultados da pesquisa "Igualdade de género e idades da vida" que pretendeu responder de forma genérica à seguinte questão principal: como se caracterizam e estruturam as relações de género nas diferentes idades da vida, em diferentes contextos geográficos e sociais?

Resumo

Resumo do estudo "Igualdade de Género ao longo da vida".

Infografia

As principais conclusões do estudo "Igualdade de Género ao longo da vida" neste retrato infográfico.

User Rating: 0 / 5

Júlio Pomar - O Risco

 pintura juliopomar

Documentário (2005) biográfico sobre um dos mais importantes pintores portugueses contemporâneos. Ao longo de 59 minutos acompanhamos o percurso do artista através do seu testemunho na primeira pessoa e com depoimentos de pessoas de vários quadrantes da sociedade, entre eles António Lobo Antunes, Siza Vieira, Mário Soares, Vasco Graça Moura, vários críticos de arte, galeristas, entre outros.

Documentário Biográfico


Ver vídeo numa nova janela...

RESUMO - Documentário Biográfico

O percurso de Júlio Pomar é feito de ruturas e regressos. Abandona a Escola de Belas Artes devido a uma suspensão. Lidera o movimento neorrealista. É preso. Faz viagens e descobre os seus grandes mestres. Instala-se em Paris. Desagrada-se com a pintura e destrói telas. Pratica cores lisas e contornos definidos mas também pintura livre e gestual. Faz colagens. Pinta erotismo. Decora espaços públicos. Ilustra grandes obras da literatura universal. Faz retratos polémicos. Gosta de rir e de viver. Apanha um susto e renasce para a vida. Pinta grandes formatos. Expõe em várias cidades do Mundo. É condecorado. Recebe prémios. Embarca nos mitos e odisseias. Marca o eterno retorno a D. Quixote. Faz esculturas.
Ao longo de mais de 60 anos, Júlio Pomar rompe, renova, renasce, recomeça. Sem medos. Sem amarras. Sem concessões. Rindo de si próprio e da seriedade humana. Enfrentando os desafios e as partidas da vida com a força de quem adora viver e detesta ser obrigado a fazer o que não quer. Com a determinação que é necessária para poder dizer com toda a liberdade: "faço o que me apetece". É assim Júlio Pomar, o pintor que gosta de pisar o risco. O artista que nunca procurou o caminho fácil e que está sempre à frente da opinião, mesmo quando o caminho parecia já garantido. O pintor contracorrente com um pé no Mundo e outro na história da arte portuguesa. O homem que vai ao museu visitar a família. O bicho solitário que precisa de companhia. O pintor/ poeta que gosta de chegar a Paris como gosta de chegar a Lisboa, sem angústias, porque o tempo não chega para isso. A criança que um dia sonhou ter a liberdade de poder decidir.

Referências

Documentário "Júlio Pomar - O Risco". (2018). YouTube

Júlio Pomar | Baseado Numa História Verídica T2 Ep10. YouTube

A aventura artística de Júlio Pomar - Ensina RTP

 

User Rating: 0 / 5

Jardins Abertos

jardins abertos

Os Jardins do Palácio de Belém participam no evento “Jardins Abertos, iniciativa que visa dar a conhecer os jardins de Lisboa que normalmente não estão acessíveis e que vai trazer à residência oficial do Presidente da República música, oficinas para crianças, visitas guiadas e sessões de leitura.

Local: Palácio de Belém

Datas: 26 e 27 de Maio

Horário: 10h00 - 13h00 e 14h00 - 18h00

Organização: Museu da Presidência da República e Jardins Abertos

Entrada livre | Acesso pelo Museu da Presidência da República

User Rating: 0 / 5

O que é ser europeu?

europeus

Com 512 milhões de habitantes, a União Europeia oferece direitos, garantias e oportunidades comuns aos seus cidadãos. Mas não faltam desafios...(ver anexos ou clica na imagem)

Fonte: Fronteiras XXI

 

Anexos:
Access this URL (http://alvarovelho.net/images/PDFs/o_que_e_ser_europeu-infografia.pdf)o_que_e_ser_europeu-infografia.pdf[Infografia]0 kB